domingo, 23 de agosto de 2026

ALMANAQUE DC - O Segredo da Mãe de Zatanna

 


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Hoje vamos lançar algo diferente. "Almanaque DC" será tipo um "gibi digital", ou seja, uma publicação original nossa ao invés de mera tradução de uma revista americana. Ele vai reunir, numa única edição, um arco de histórias, trazendo sagas completas. O objetivo é trazer a luz histórias que as editoras brasileiras pularam entre 1979-1989, num período complicado na economia do país, onde o espaço da DC diminuíra muito, e assim muita coisa da DC foi pulada, não porque não tivesse qualidade, mas tão somente porque não havia como publicar na época por aqui. 

Para estrear essa nova publicação, escolhemos uma história de quatro partes, publicada nos números 162 a 165 da revista Justice League of America, de janeiro a abril de 1979, que poderia ter sido um bom ponto de partida para a Abril começar o título, mas os editores preferiram começar lá de 1970, trazendo os números 105 e 106 na revista Batman. Um dos principais erros da Abril no começo da sua gestão da DC foi recuar demais a cronologia, republicando muita coisa que a Ebal já publicara, o que afastou leitores veteranos, e também os jovens porque as histórias dos anos 70 eram muito datadas. Essa foi uma das razões que após 10 números, as revistas Batman e Heróis em Ação foram canceladas, enquanto na Ebal Batman sempre foi um sucesso, o segundo maior sucesso na editora depois do Superman. 

Não é a toa que as séries mais modernas, como Novos Titãs, Esquadrão Atari e Camelot 3000, que a Abril decidira publicar já naquele momento foram um sucesso imediato, e por conta disso resolveram adiantar a cronologia, dando um pulo no caso da Liga da Justiça e partindo logo para o número 184, para publicar as poucas histórias que George Pérez fez na série. Publicadas pouco mais da meia dúzia de histórias de Pérez, novo salto, de mais de 50 edições, pois devido ao sucesso do Superman de John Byrne nos EUA, os chefões da Abril mandaram publicar aquilo imediatamente, e assim os editores pularam centenas de histórias boas para adiantar ainda mais a cronologia. 

E assim a famosa fase "satélite" da Liga da Justiça, numa das suas formações mais populares, com Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Flash, Lanterna Verde, Arqueiro Verde, Canário Negro, Homem-Elástico, Gavião Negro, Mulher-Gavião e Zatanna teve 90% das suas histórias obliteradas por aqui. Não vamos republicar toda essa fase, o Baú da DC (com o qual colaboramos) já está fazendo isso. O que vamos fazer é republicar nessa "revista" o suprassumo da DC que a Abril pulou na época, histórias boas ou importantes pra cronologia, como esta sobre a origem de Zatanna, e que mostra sua insuspeitada ligação com a série ARION, o Mago da Atlântida, que já estamos publicando. Então, sem mais delongas, baixem a revista e curtam 100 páginas de aventura que podem ser lidos sem maiores introduções nem obrigações, e bom divertimento!

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Linda Carter, mais "aventuras" da futura Enfermeira Noturna

 


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Você já parou para se perguntar o que a Marvel estava publicando naquele distante ano de 1961, antes de lançar o Quarteto Fantástico e construir todo um universo de Super-Heróis? Pois no mesmo mês de agosto em que saiu Fantastic Four nº 1, a editora lançou outras 11 revistas, e uma delas era justamente a segunda edição de Linda Carter, estudante de enfermagem. A série, que teve apenas nove edições, foi apenas mais uma das tentativas da editora de emplacar um novo sucesso dentro do gênero do "humor romântico", já que seu maior sucesso em vendas na época era justamente "Millie, The Model", seguido por "Patsy Walker" (que se tornaria a heroína Hellcat). Linda só não foi parar no limbo dos quadrinhos, porque nos anos 70 Roy Thomas a utilizou como uma das personagens de uma revista de menor duração ainda chamada "Enfermeira Noturna". Aí foram novamente 30 anos de esquecimento, até que Brian Michael Bendis introduziu a personagem definitivamente no Universo Marvel durante sua passagem na revista do Demolidor, agora como proprietária de uma clínica especializada em atender super-heróis de forma anônima, garantindo sua privacidade (e identidades secretas). 

Obviamente essas histórias do começo dos anos 60 pode parecer bem bobinhas para alguns, no entanto vale lembrar que o público alvo aqui eram meninas de 9 a 13 anos e por isso Stan Lee, que tinha uma filha nessa idade, procurava abordar assuntos que interessassem a essas leitoras. Pois é, houve um tempo em que muitas garotas liam quadrinhos nos EUA, muito antes dos mangás chegarem lá, ou as editoras criarem super-heroínas. Como já lançado aqui pelo HQ Vintage, em 1948 Jack Kirby (sempre ele) junto com seu sócio Joe Simon, criaram os quadrinhos românticos. A empresa de Martin Goodman, onde Stan Lee trabalhava, não perdeu tempo, e seguiu a nova tendência, lançando dezenas de revistas no gênero que na verdade se dividia basicamente em dois subgêneros: o romance propriamente dito, de tom mais dramático, que era orientado pra leitoras mais velhas, e o "humor romântico", mas cartunesco e ingênuo, seguindo um pouco da linha do grande sucesso da indústria dos quadrinhos durante as décadas de 1940 a 1970, "A Turma do Archie", que era orientado para leitores mais jovens. 

A partir dos anos 60 esse tipo de quadrinho foi perdendo força, até sumirem das bancas populares nos anos 70, com uma ou outra exceção. Quadrinhos ficaram taxados como "coisa de menino" por muito tempo, até por conta do ambiente masculino das comic shops, onde a cultura nerd era tido como algo ofensivo em que as meninas não queriam ser associadas de jeito nenhum. Só depois da invasão dos mangás, com muitos títulos sendo do gênero romântico, as editoras perceberam que havia um público feminino que comprava quadrinhos - só que nas livrarias, não nas comic shops. Isso não os impediu de tentar, lançando dezenas de títulos estrelados por super-heroínas nos últimos anos, embora a grande maioria não tenha de fato algum sucesso comercial, embora façam "barulho" nas redes sociais, o que as editoras talvez vejam com um investimento em markeing que justifique esses lançamentos. 

Mas agora vamos voltar no tempo, e dar uma olhada numa revista que as meninas realmente compravam, e que por muitos anos, foram o ganha-pão de Stan Lee e companhia. 

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Melhores do Mundo 73 - As histórias que prepararam a Era de Prata!

 


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E com vocês mais uma edição de World's Finest, "Os Melhores do Mundo", trazendo não só uma aventura clássica de Superman e Batman, como também histórias do herói da fronteira Tomahawk e do Arqueiro Verde original.

Oficialmente a "Era de Prata" dos quadrinhos só começou em outubro de 1956 com a estréia de Barry Allen como o Novo Flash, em Showcase nº 4. No entanto, posteriormente, as histórias de Superman e Batman mostradas em Melhores do Mundo a partir do número 71 também foram classificadas como pertencentes a Terra-1, ou seja, a nova continuidade da DC a partir da Era de Prata, e não a Terra-2, aonde foi posta toda a continuidade dos heróis da Era de Ouro (1938-1951). Com efeito mesmo após a estréia do novo Flash, a continuidade do novo universo DC não estava estabelecido, nem havia sido determinado que havia realmente um "novo universo DC" - Isso só aconteceu em 1961, quando lançaram "Flash de Dois Mundos", e foi criado o conceito de terras paralelas no UDC. O primeiro "reboot" do Universo DC assim foi algo bem discreto e menos bombástico do que seria posteriormente Crise nas Infinitas Terras, e na verdade tem até mais ares de "retcom". 

Para os leitores da época, no entanto, não havia confusão. As histórias eram auto-contidas, e a versão dos personagens eram "icônicas", isto é, de "conhecimento geral". Por isso faça como eles e apenas se divirta com mais essa capsula do tempo.  

sábado, 15 de agosto de 2026

Sargento Fury homenageia os médicos militares!

 


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E finalmente o blog está de volta, trazendo mais uma EDIÇÃO INÉDITA no Brasil para vocês: Sargento Fury e seu Comando Selvagem, nº 46, com data de capa de setembro de 1967! O lendário "run" de Gary Friedrich e John Severin na revista continua, desta vez com uma história escrita claramente para homenagear os médicos de guerra, mas ainda assim cheia de ação (e balas) como a capa anuncia. E como temos um médico presente, FERIDOS é o que não vão faltar nessa história! 

Friedrich humaniza como nunca os personagens, mostrando que apesar de ser um troglodita rabugento mau-educado, Bull McGiveney, o sargento do esquadrão rival dos Selvagens ("Os Ogros"), é provavelmente um dos sujeitos mais durões que já entrou no exército americano. Nada mais de rebaixar os personagens a meras caricaturas. Com Friedrich no comando, o nível agora é outro. Bom divertimento!

domingo, 31 de maio de 2026

A Câmara do Horror 14 - Uma adaptação de "Os Ratos do Cemitério" e outras histórias!

 


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Enfim, leitores, a tercera edição da CÂMARA DO HORROR, uma das "revistas-irmãs" da famosa "CONTOS DA CRIPTA" que também gerou histórias para a série de TV do mesmo nome, cortesia do nosso parceiro Dante Viana, que traduziu mais esta para vocês. 

Publicada em 09 de maio de 1950 (mas com data de capa de "agosto-setembro" conforme o sistema de distribuição da época, a revista traz, como era padrão na EC, quatro histórias: VINGANÇA VODU, por Johnny Craig; "LOBISOMEM" pelo mitológico colaborador de Will Eisner, JULES FEIFFER; "O Estranho Casal", de Al Feldstein; e uma adaptação do hoje clássico conto "Os Ratos do Cemitério", de Henry Kutnner por Gardner Fox e Graham Ingels. 

"Os Ratos do Cemitério" foi originalmente publicada na lendária revista WEIRD TALES, a mesma em que Robert E. Howard publicava seus contos de Conan, o Bárbaro e H. P. Lovecraft também lançou alguns dos seus inquientantes contos. Ao longo dos anos, "Os ratos..." ganhou várias adaptações para TV e o cinema. Uma das mais recentes foi na série "O Gabinete de Curiosidades de Guillermo del Toro" que está disponível na Netflix, no episódio 2. 

Então, sem mais delongas, aproveite mais este artefato extraído das tumbas do tempo e encerre seus domingo nas brumas do clássico horror dos quadrinhos dos anos 50... bom divertimento!

domingo, 24 de maio de 2026

Showcase 10 - Reapresentando as primeiras histórias solo de LOIS LANE!

 


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Já lançamos aqui alguns números da Showcase, então vocês já devem saber que se tratava de uma "revista teste" da DC para novas séries. Já lançamos também o número 09, a primeira de duas tentativas que acabaram por dar revista própria para ninguém menos que LOIS LANE, a eterna namorada do Superman!

Pois é, caros leitores, Lois Lane, assim como Jimmy Olsen, já teve revista própria, e ela até que durou bastante. No caso de Lois Lane, quase 16 anos, de 1958 a 1974, totalizando 137 edições! As histórias em geral tinham participação do Superman, mas nem sempre. Na sua primeira fase, a da "era de prata", até 1969, a temática foca muito nas tentativas de Lois descobrir a verdadeira identidade secreta do Superman (do qual sempre suspeitou se tratar mesmo de Clark Kent) e de finalmente casar com o herói! Era uma revista que transitava entre o gênero do humor romântico (que era muito popular na época) com as histórias de super-herói, afinal ainda fazia parte da linha "Superman", uma linha que estava no seu auge, com quatro revistas: Action Comics, Superman, Jimmy Olsen e agora Lois Lane, sem esquecer a parceria com Batman em World's Finest ("Os Melhores do Mundo") e a linha derivada Superboy - que contava com as revistas Adventure Comics e Superboy. Superman vivia um bom momento principalmente devido ao sucesso da série de TV "As Aventuras do Superman", que foi originalmente transmitida entre 1952 e 1958, mas continuou sendo reexibida nas TVs locais até os anos 60, em suas eternas reprises. Action Comics e Superman vendiam em média meio-milhão de exemplares por edição, um ótimo número, ainda mais considerando toda a perseguição contra os quadrinhos gerada pelo marcatismo; mas justamente por isso a série de TV tinha enfatizado tanto Superman quanto um "herói americano", algo que os pais não deviam "temer".

Essa revista já havia sido traduzida e diagramada pelo Black Bison e lançada pelo grupo "Lemúria/Mochileiros dos Quadrinhos". Mas se tratavam de scans antigos; Aproveitando que finalmente apareceram os scans da "DC Archives colection", onde a própria DC fez a reconstrução de arte, decidimos refazer essa revista, com melhor qualidade de imagens. No entanto, prestigiando o trabalho do Black Bison, a tradução, devidamente creditada, continua sendo a dele, somente rediagramamos e fizemos algumas páginas extras que a DC incluía nas revistas na época, como histórias cômicas de uma página e textos em prosa. Bom divertimento. 

domingo, 17 de maio de 2026

Kid Colt 77 - A Estréia de Stan Lee!

 


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A origem do herói vocês já conheceram no número 79... Agora vejam as primeiras histórias que Stan Lee escreveu para Kid Colt! O editor assumiu o encargo de criar histórias pra revista imediatamente logo após a "implosão Atlas", quando a divisão de quadrinhos de Martin Goodman foi "enxugada", demitindo praticamente todo o staff, mantendo apenas Stan, a secretária Flo Steinberg e o gerente de produção Sol Brodsky como funcionários fixos! Todo resto seria pago como "free-lancers". 

Stan então teve que se virar nos trinta atuando ele mesmo como "roteirista", e aí criando o famoso "método Marvel" que eram sinopses curtas datilografadas dadas aos desenhistas que deviam criar a narrativa eles mesmos. Depois Stan ou seu irmão Larry Lieber acrescentariam os diálogos, corrigindo/adicionando eventuais problemas de continuidade que poderia haver na narrativa visual. Inicialmente Stan dava conta da demanda porque a editora agora só podia mandar pras bancas inicialmente 8 revistas por mês, devido ao contrato com a nova distribuidora - que era de propriedade de ninguém menos que dos donos da DC!

Antes de Stan, o último escritor do gibi era Joe Gill, conhecido co-criador do Capitão Átomo e outros heróis que justamente pela demissão na Atlas foi para a Charlton Comics, onde passaria a maior parte do resto da sua carreira. Jack Keller já estava na arte da revista, mas Lee colocou o desenhista Christopher Rule para arte-finalizar, dando um visual mais sólido e uma renovação na série que começou nesta edição. Aliás, a história "back-up" deste número é desenhada por ninguém menos que Doug Wildey, o famoso criador de JOHNNY QUEST, que também foi um dos demitidos - esta história de quatro páginas presente nesta edição é uma do famoso "inventário" que Stan tinha guardado de histórias prontas feitas pelos funcionários demitidos, e que assim puderam ser usadas pela Atlas naqueles tempos de crise. Foi essa demissão que fez Wildey se mudar para a Califórnia e trabalhar no ramo mais lucrativo das animações, diga-se de passagem!

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Contos da Cripta 29, apresentando o melhor horror dos anos 50!

 


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Ok, "EC's addicts", finalmente mais uma edição da CONTOS DA CRIPTA para vocês, cortesia do nosso parceiro Dante Viana. São mais quatro contos com a fina flor da arte dos quadrinhos nos anos 50: Jack Davis, Joe Orlando, Jack Kamen e Graham Ingels! Histórias onde os seres humanos mais uma vez se mostram os piores dos monstros, e o verdadeiro mal a ser temido!  Bill Gaines e seu editor, Al Feldstein, afiadíssimos em sua crítica social, e não por acaso atraíram tantos maus olhos de algumas pessoas dos conversadoríssimos EUA da época. Será que essas eram histórias que as crianças deveriam ler? O que sabemos é que são histórias que NÓS deveríamos ler com certeza, pois são divertidíssimas! Bom entretenimento! 

domingo, 10 de maio de 2026

Strange Adventures 03 - Mais quatro histórias com a Ficção Científica do anos 50!

 


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Com vocês, mais uma contribuição do nosso amigo Spitfire, a terceira edição da mítica "STRANGE ADVENTURES", a primeira revista de ficção científica lançada pela DC Comics em 1950 - com a proposta de trazer nomes carimbados das pulps magazines, onde se publicava esse tipo de conto, para o formato das histórias em quadrinhos. Na arte, também nomes conhecídissimos, como Curt Swan, Dan Barry, Jim Mooney e Howard Sherman. Quatro histórias fechadas de FC, sem cronologia, apenas boa e pura diversão, como nos bons e velhos tempos. 

terça-feira, 5 de maio de 2026

Eerie - A estréia de Gutemberg Monteiro!

 


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E finalmente a 15edição da EERIE, a revista que deu origem a "Kripta" no Brasil. Neste número, o editor James Warren começa a "dar a volta por cima", após uma pequena crise fiscal que abalou sua editora entre o final de 1967 e o começo de 1968. Nesta edição, de fato, há apenas duas republicações ("O Armário de Monstros", publicado em Creepy #2 e "Debaixo da Pele", extraído de Eerie #3). As demais cinco histórias eram INÉDITAS. 

Uma delas, inclusive, era um roteiro restante de ARCHIE GOODWIN ("O Diabo Desperta") aqui ilustrado por Bill Frascio e Tony Tallarico, dupla que já vimos nas revistas da Charlton. Mas o que chama a atenção é a história desenhada pelo BRASILEIRO Gutemberg Monteiro (erroneamente nomeado pela Warren como "Gutenberg Mondiero"), nada menos que justo a história de destaque da capa, "Coleção de Bonecas"! 

Gutemberg na época havia se mudado para os Estados Unidos, onde além de trabalhar para a Warren e a Charlton, fez ainda histórias do Gasparzinho e do Brazinha para a Harvey, mas é mais lembrado pelos americanos por fazer a arte da tira dominical da dupla TOM & JERRY. Foi quando ele adotou o apelido "Goot" pois ele estava sendo confundido com um animador da Disney cujo nome era justamente o tal Gutenberg Mondiero. 

Gutemberg assim foi pioneiro em algo que é muito comum hoje em dia, de artistas brasileiros trabalharem para editoras americanas, mas na época, para fazê-lo, era preciso migrar para os próprios Estados Unidos, não trabalhar por correspondência como a tecnologia dos anos 90 tornaria possível. No entanto, a confiabilidade de Monteiro com os prazos seria uma ótima propaganda para os artistas brasileiros, e abriria muitas portas para seus conterrâneos nos anos seguintes. 

domingo, 3 de maio de 2026

Duas edições remasterizas do Flash Wally West!

 

 

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Para fechar o domingo de feriadão, vão aí de uma vez duas edições do Flash Wally West remasterizadas, isto é, com tradução integral e arte restaurada pela própria DC Comics. Com essas edições conclui-se o arco que introduziu o "Chunk" nas histórias do corredor escarlate. São histórias de uma fase ainda não relançada no Brasil, que apenas foi publicada uma vez, em formatinho, cerca de 35 anos atrás. Mas enquanto a editora brasileira não se interessa em reapresentar os primeiros anos de Wally como o Flash, vamos preenchendo aqui, digitalmente, essa lacuna. Bom divertimento. 

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Monsters Unleashed 03 - Completa em português!

 


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E finalmente com vocês a terceira edição da Monsters Unleashed com todos os artigos, sessão de cartas e até algumas propagandas traduzidas! A edição está tal qual como o grupo Era Marvel fez... Só traduzimos as poucas páginas (que não eram HQs) que haviam ficado em inglês. Mais uma capsula do tempo direto dos anos 70 para os mais arqueológicos leitores. Bom divertimento!


terça-feira, 28 de abril de 2026

Space Adventures, apresentando o Capitão Átomo original!

 


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E com vocês mais uma edição da Space Adventures, com a terceira história do Capitão Átomo da Era de Prata! Ficção científica e fantasia no estilo Charlton, com duas histórias desenhadas pelo grande Steve Ditko! Mais um documento histórico imperdível para os fã da história das histórias em quadrinhos! Bom divertimento!

domingo, 26 de abril de 2026

Strange Tales Anual 02... finalmente completa!

 


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Muitos anos atrás, eu e o Paulodoxa fizemos para o Baú da Marvel a história do Tocha Humana com o Homem-Aranha, a principal atração e única história inédita de Strange Anual 02, como parte do nosso projeto de construir a cronologia completa Marvel. No entanto a revista não era constituída apenas destas 18 páginas, mas também de mais 10 histórias curtas de fantasia e ficção científica, que eram realmente o verdadeiro material da revista Strange Tales antes dos super-heróis Marvel aparecerem. A gente decidiu não fazer aquelas histórias tanto por não ter scans de qualidade delas, quanto por acreditarmos que não faziam parte da cronologia, e só a história do Tocha e do Aranha era o que interessava. 

No entanto, fazer revistas completas sempre foi um dos objetivos do HQ Vintage; Sempre consideramos que não era honesto com os leitores publicar uma revista pela "metade" e nos raros casos que isso fosse obrigatório, avisarmos todos sobre isso. E a verdade é que essa revista tem 76 páginas e estava até hoje incompleta o mundo dos scans. Pra complicar, ao contrário do que imaginávamos anos atrás, minhas pesquisas me levaram a descobrir que pelo menos a segunda história desta edição, "Eu era o Homem Invisível", é considerada parte oficial da continuidade; o personagem dela,  Adam Clayton, é mencionado na revista Marvel Universe, de 1998. Com a Marvel dos anos 50 é assim; a maioria das histórias curtas parecem não fazer parte do Universo Marvel, mas basta um roteirista resolver pegar um personagem delas (afinal são parte da propriedade intelectual da Marvel) ou acontecimento, e pronto, ela também se torna parte da cronologia. (É assim principalmente com a série "Agente da Atlas" que juntou eventos de várias histórias curtas da Atlas dos anos 50).

Mas com os avanços de recuperação de arte através de I.A. nossas desculpas acabaram. A arte da revista podia ser finalmente recuperada. Então agora finalmente temos a Strange Anual completa, com suas 76 páginas, e 11 histórias, apresentando artistas que fizeram história nos quadrinhos, como Jack Kirby, Steve Ditko, John Buscema, Dick Ayers, Joe Sinott, entre outros. O balanço geral que podemos fazer da sua leitura é que Stan Lee selecionou realmente algumas boas histórias do período 1958-1960 que podiam ter passado desapercebidas, e a reapresentou para os leitores que as tinham perdido da primeira vez. E agora você tem sua chance de redescobrir elas também. Bom divertimento!

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Arion, o mago da Atlântida #8 - O ataque para retomar a Atlântida!

 


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Com vocês, mais uma edição inédita no Brasil de ARION, O MAGO DA ATLÂNTIDA, uma peça importante do passado místico do Universo DC. Neste número, Arion e seus aliados lutam para retomar a cidade-sede do reino atlante que está nas mãos de Garn Danuth e seus servos chacais. Arion surgiu em 1982, mesmo ano que He-Man, e temos cá magia convivendo com máquinas tecnológicas, seres antropormóficos, num reino mítico. Naquele mesmo ano, não esqueçamos, foi lançado o filme Conan, o Bárbaro e a clássica maxi-série Camelot 3000. No ano seguinte, a DC apostaria ainda em AMESTISTA (que antecedeu em dois anos a She-Ra) e haveria o filme Krull. Esse era o "zeitgeist" dos primeiro anos da década de 80.

O que diferencia talvez Arion de tudo isso é que ele não é um guerreiro musculoso, mas um mago, papel que no gênero da fantasia em geral é apenas de inimigo ou coadjuvante aliado. Aqui o feiticeiro e seus dramas são trazidos para primeiro plano, e o conhecimento não é tratado como algo perigoso, mas sim um recurso para defender e proteger a sociedade, ao invés de apenas armas dos vilões. Apesar dessa minha reflexão filosófica piegas, não se preocupem, esse gibi é bem típico dos quadrinhos de super-herói do começo dos anos 80: pura diversão, como nos bons e velhos tempos. Bom divertimento!

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Linda Carter, o passado da Enfermeira Noturna!

 


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E com vocês um dos mais inusitados lançamentos da história do HQ VINTAGE... LINDA CARTER, ESTUDANTE DE ENFERMAGEM, direto dos "arquivos mortos" da Marvel no distante começo dos anos 60... Muito antes de publicarem seus famosos super-heróis, a editora de Martin Goodman (que entre vários nomes, era mais conhecida por Atlas Magazines) sobreviveu nos anos 50 publicando principalmente revistas de romance/humor adolescente, algo na linha do Archie, mas para meninas! Os grandes sucessos eram os títulos de Millie, a Modelo e Patsy Walker (que nos anos 70 se tornaria heroína Hellcat, também conhecida como "Felina" aqui no Brasil). 

Para explorar o filão, várias outras personagens foram lançadas. Uma destas também acabaria sendo depois introduzida no Universo Marvel: LINDA CARTER, que estreou nos gibis dois meses antes do Quarteto Fantástico, no seu título próprio: "Linda Carter, Student Nurse" que durou 9 edições bimestrais, até ser cancelado por baixas vendas. Pois nos anos 60 os tempos foram mudando, e os gibis de humor romântico foram perdendo seu apelo.

Mas a Marvel não desistiu do potencial público feminino, e no começo dos anos 70, o novo editor-chefe da Marvel Roy Thomas, lançou uma linha de revistas estreadas por personagens femininas (que inclusive incluiu a criação da heroína Shanna), dos mais diferentes gênero, sendo que um deles inspirado nas populares séries de TV dramáticas sobre o cotidiano dos hospitais... NIGHT NURSE! E aí Linda Carter reapareceu repaginada, ao lado de outras personagens vivendo histórias mais dramáticas. Essa empreitada também foi de vida mais curta ainda... 

Porém Linda Carter continuou sendo lembrada pelos fãs mais devotos, e eis que em 2004, o escritor Brian Michael Bendis a reapresenta, agora como dona de uma clínica secreta que prestava atendimento para super-heróis mascarados, o que foi de vital importância inclusive no evento "Guerra Civil", onde a enfermeira praticamente agora médica, teve muitos ossos para remendar. De lá pra cá ela até namorou o Doutor Estranho por um tempo. Embora a Netflix tenha preferido a outra enfermeira noturna, Christine Powers, devido a sua política de "diversidade", nos quadrinhos Linda é mais lembrada, por ter aparecido bem mais vezes. 

Então entre a bordo dessa curiosidade e descubra como era um típico quadrinho de humor romântico da Marvel antes de ser Marvel... e bom divertimento!

domingo, 19 de abril de 2026

Os Melhores do Mundo 72 - Superman e Batman antecipando a Era de Prata!

 


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Aqui está uma revista que ficou na geladeira por muito tempo... Quase dois anos para fazer, pois ela era feita nos intervalos dos vários projetos do HQ Vintage. Depois de publicarmos, anos atrás, a World's Finest (Melhores do Mundo) nº 71, com o início da série "Superman e Batman" na revista, é claro que sempre pintou o desejo de dar continuidade a ela. Quando a Panini finalmente lançou os encadernados das histórias da dupla neste período, aí a vontade duplicou, e quando o Eudes escaneou esse material, essa mesma vontade triplicou. 

Obviamente haveria o trabalho de restaurar as histórias back-ups de Arqueiro Verde e Tomahawk, além de traduzi-las e diagramá-las. O maior entrave é que só tinhas imagens de baixa resolução. Ano retrasado apareceram os image scalators, e deu pra melhorar isso. É irônico que neste momento que lanço a revista finalmente, a qualidade dela já está defasada, porque graças a IA o processo de restauração de imagens está ainda melhor. Mas passei um trabalho manual tremendo para restaurá-las anos atrás, então é isso que vocês terão. 

Oficialmente a Era de Prata dos quadrinhos só começou em novembro de 1956 com o lançamento do novo Flash, Barry Allen. No entanto, embora em suas revistas solo, Superman e Batman ainda fossem suas versões originais da "Terra-2" (como seria chamada depois de 1962), em "World's Finest" essas histórias posteriormente foram consideradas pelos crono-historiadores dos quadrinhos como pertencentes a "Terra-1", isto é, ao universo DC reformulado na Era de Prata. De fato, o primeiro encontro da dupla, em Superman nº 76, publicada em 1952, é considerado como a primeira aparição dos Batman e Superman da Terra-1. O período dos quadrinhos da DC entre 1952 e meados de 1958 é particularmente nebuloso para Superman e Batman, onde embora a maioria das histórias sejam consideradas dos heróis originais da era de ouro (a Terra-2), há algumas que já são consideradas pertencendo a cronologia da Era de Prata e de Bronze (Terra-1). 

Essa é uma das razões que se fossemos montar uma "cronologia DC", não daria pra começar a continuidade a partir de 1956, pois ainda havia o Superman da Era de Ouro sendo publicado, mas também um novo Superman estava por aí, principalmente em World's Finest a partir de 1954, ao lado de seu amigo Batman, e seu parceiro Robin. Por mais complicado que possa parecer, na época, essas inconsistências não assombravam os leitores, pois só a luz de uma revisão com novos fatos da cronologia a partir de 1959 em diante é que se foi obrigado a tentar separar os dois Superman e os dois Batman. Para o leitor da época só havia um Superman e um só Batman, e eles eram os mesmos em todas as revistas. Eram tempos mais simples, onde cada gibi não trazia bagagem cronológica alguma, e era feito para ser consumido por leitores casuais, podendo inclusive ser justamente a primeira revista em quadrinhos dos personagens a ser lida por alguém. 

Então embarque você também nestas aventuras, e conheça os primórdios da maior parceria e amizade dos quadrinhos. Bom divertimento! 

domingo, 12 de abril de 2026

Uma das Melhores Histórias do Sargento Fury está aqui!

 


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Enfim entregamos pra vocês as histórias que queríamos há anos apresentar em português! O Sargento Fury de Mike Friedrich e John Severin, a melhor fase da revista! Se você nunca gostou de Sargento Fury, se você tinha parado de ler essa série, pode voltar sem medo... Você não precisa ter lido NADA ANTES para entender essas histórias! 

"The War-Lover" (que batizamos de "O Sanguinário") é a primeira das famosas histórias "The" da dupla Friedrich e Severin. Eles apresentaram uma série de histórias que começavam com "The" (o artigo "O" ou "A" em português), contos fechados onde abordavam muitas vezes temas maduros, como você vai ver nessa edição. Aqueles que leram o Sargento Fury clássico até aqui devem se surpreender com o tom anti-belicista da história, já refletindo as inquietações da juventude americana anti-Vietnã da qual o jovem Friedrich fazia parte. 

Chama a atenção que o vilão da história em nenhum momento é caricaturizado: o soldado Ryan é extremamente eficiente, corajoso e patriótico... O problema é que ele é um fanático! Friedrich corajosamente disseca um tipo de "herói" que a propaganda militar estava tentando usar como desculpa para os abusos no Vietnã, mostrando que não há nada de heróico em ser um PSICOPATA... Em tempos cada vez mais extremistas que vivemos, onde radicais pregam que a morte alheia é solução pra tudo, com certeza uma história que convida a reflexão. 

Então fiquem com mais esse soberbo trabalho de restauração espetacular do Davi L. que supera até mesmo os profissionais contratados pelas editoras, e aproveite para ler em grande qualidade uma história que vergonhosamente a própria Marvel não republica há quase cinquenta anos - talvez justamente por desmistificar a figura do soldado sanguinário como algum tipo de herói! Bom divertimento. 

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Jimmy Olsen, o parceiro do Superman!

 


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Anunciaram uma série de TV do Jimmy Olsen e fãs de super-heróis que não conhecem os quadrinhos reclamaram. "Jimmy Olsen? Os executivos da Warner pra variar beberam?" Bem, pode chocar principalmente os mais jovens mais JIMMY OLSEN tem uma LONGEVA carreira nos quadrinhos como PROTAGONISTA. 

Jimmy originalmente surgiu como um office boy sem nome do Planeta Diário, praticamente um figurante nas primeiras histórias do Superman. Em 1940, na popular série de rádio do homem de aço, não havia como aparecer imagens, então as coisas tinham que ter nome. E assim nosso office-boy foi batizado como JIMMY OLSEN, que ganhou rápida popularidade entre os ouvintes, pois Jimmy era o garoto dentro da série, o arquétipo de todos aqueles jovens fãs do Superman que podiam viver aventuras junto com seu herói. Logo, em 1941, Jimmy também estava oficialmente nos quadrinhos e sua popularidade como coadjuvante favorito foi crescendo, ultrapassando até mesmo a de Lois Lane, a eterna namorada do herói. 

Mas foi com a série de TV "As Aventuras do Superman", de 1952, que a interpretação de Jack Larson transformou Jimmy Olsen em um personagem adorado pelo público, e Olsen foi promovido de office boy a "repórter novato" a partir da revista em quadrinhos Superman #86 de 1953. No ano seguinte, em 1954, a linha de revistas do Superman se expandia com "Superman's Pal Jimmy Olsen" (O Amigo do Superman, Jimmy Olsen). A revista de Lois Lane chegaria quatro anos depois, em 1958. 

Superman's Pal Jimmy Olsen teve uma vitoriosa carreira nas bancas americanas, durando 163 edições, publicadas durante vinte anos (1954-1974). A revista então foi renomeada, continuando a mesma numeração, como "Superman Family" na verdade uma fusão das revistas de Jimmy, Lois Lane e Supegirl num almanaque bimestral com o dobro de páginas de uma revista americana normal, que durou até 1982. 

Apesar do papel de Jimmy ter diminuído nas histórias do Superman com o passar dos anos, volta e meia o personagem volta aos holofotes, como a maxi-série vencedora do Prêmio Eisner (o oscar dos quadrinhos) em 2020, "Quem matou Jimmy Olsen?".

James Gunn, muito atento a importância que Jimmy Olsen tem na mitologia do Superman, o trouxe novamente a ribalta no seu filme recente com o homem de aço, para o choque de uma ou duas gerações inteiras que não faziam ideia que ele já tivera alguma relevância. Mas ele tem, e muita. Muitos conceitos fundamentais do Universo DC apareceram inicialmente na sua revista (inclusive a PRIMEIRA aparição de Darkseid!). É marcante a passagem de Jack Kirby pelo título nos anos 70, em histórias que vocês já devem conhecer (e já existem em scans).

Nós já fizemos a primeira edição desta lendária revista na nossa série "DC Millennium Edition". Agora eis aqui o número 02, de uma época mais simples, em que quadrinhos eram feitos para crianças, e os jovens fãs do Superman se sentiam como o próprio Jimmy Olsen, vivendo aventuras mirabolantes, sozinho ou em parceria, com seu grande ídolo, o Superman. Bom divertimento. 

domingo, 5 de abril de 2026

KID COLT - o personagem de faroeste com a maior duração nos EUA!

 


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Nos voltando para o início da Era de Prata dos quadrinhos, eis uma reapresentação para vocês: KID COLT, um herói que NÃO FOI criado por Stan Lee como muita gente pensa (assim como o Capitão América), e que surgiu ainda na Era de Ouro dos Quadrinhos, lá em 1948, e criado por Ernie Hart e Bill Walsh. A revista teve 229 edições, sendo publicada até 1979, além do herói ter estrelado ao mesmo tempo em outras revistas da Atlas/Marvel como  All Western WinnersWild WesternTwo-Gun Western, e Gunsmoke Western, ou seja, era popularíssimo.

Uma das provas da sua popularidade é que quando a Atlas implodiu em 1957, Kid Colt foi o único herói com revista própria (além das protagonistas das revistas de humor-romance adolescente Patsy Walker e Millie) a manter seu gibi. No entanto, os tempos estavam mudando, e os heróis de faroeste já não vendiam como antes.

Aí é que entra STAN LEE e o desenhista JACK KELLER, e eles recriam o personagem. É dado uma nova origem para Kid Colt, e essa edição, a de número 79, publicada em julho de 1958, pode bem marcar um novo começo e um bom ponto de partida para os leitores. De fato, Keller já estava desenhando o herói desde 1953, mas somente quando Stan assume os roteiros, após a "implosão Atlas", é que é dada uma nova direção para a revista, que a faria sobreviver durante toda Era de Prata e boa parte da Era de bronze dos quadrinhos, enquanto muitos cowboys da Era de Ouro, inclusive o Cavaleiro Solitário, não conseguiram sobreviver nas bancas. 

Parte destas histórias (inclusive a "Origem de Kid Colt") vocês já tinham visto na edição 170, a única que lançamos até hoje do gibi. A única história desta edição que não estava presente na edição que lançamos é a segunda, "A Ameaça", e também o conto em prosa. Os mais atentos, no entanto, vão notar que as cores da primeira história diferem da versão que publicamos antes; isso porque resolvemos reapresentá-la na sua forma original. 

Kid Colt foi um herói importante naqueles anos difíceis em que a Atlas se transformou em Marvel, e merece um lugar no coração dos marvetes. Alguns notarão semelhanças da sua origem com a do Rawhide Kid, mas o Kid Colt VEIO ANTES. A principal diferença dos personagens é que Kid Colt é mais "esquentado", enquanto Rawhide Kid é conhecido por sua timidez. Qual dos dois seria mais rápido? Bom, um dia eles vão se encontrar, e gostaríamos de traduzir essa história, então você vai ter que esperar pra ver. Essa edição é um aperitivo, para os números vindouros que iremos trazer doravante. Bom divertimento!

domingo, 29 de março de 2026

O Covil do Pavor - Segunda Edição!

 


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Enfim, a segunda e aguardada edição da "Haunt of Fear",batizada por nós de "O Covil do Pavor", a terceira revista da famosa trindade de terror da EC Publications, a revista oficial da Bruxa Velha. Como explicamos na primeira postagem desta revista, renumeramos ela da mesma forma que posteriormente a própria EC fez, para evitar confusões. A revista saiu originalmente como número 16, mas na verdade era sua segunda edição. Como na sua quinta edição, o que deveria ser o número 19 foi estampado um número 05 e continuado daí adiante, a revista acabou tendo dois números 15, 16, 17 e 18 (na verdade este nem número na capa tinha, mas era a quarta edição de fato). Para que no futuro você não deixe de baixar as verdadeiras edições 15, 16 e 17, resolvemos numerar do jeito certo desde o começo.

Devemos essa edição mais uma vez ao nosso grande colaborador Dante Viana, que traduziu e diagramou tudo! 

Essa edição, lançada nos primórdios da "nova tendência da EC", traz uma linha ainda em desenvolvimento, mas com grande potencial, com histórias desenhadas por Johnny Craig, Graham Ingels, Jack Kamen e Wally Wood fazendo a arte final para um tal de Harry Harrison. Os roteiros são de Craig, Al Feldstein e Gardner Fox, que embora mais conhecido por suas histórias de super-heróis para a DC, sua praia mesmo era histórias de horror que escrevia pra revistas pulp, antes deste tipo de revista acabar. 

Então encontre um lugar seco e confortável e aproveite mais esta viagem no tempo, em que garotos liam revistas escondidas com uma lanterna debaixo da coberta a noite... e depois ainda tinham cara de reclamar dos pesadelos! 

terça-feira, 3 de março de 2026

Strange Adventures 02 - Bem vindo ao futuro retrô dos anos 50!



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E com vocês a segunda edição de STRANGE ADVENTURES, a primeira antologia de ficção científica da DC Comics, lançada em 1950, mais um presente do nosso colaborador Spitfire.

Reparem que na capa chamam atenção pros AUTORES das histórias... algo totalmente incomum naquela época, ainda mais se tratando de roteiristas, se muitas vezes nem os desenhistas eram creditados, imagina os escritores!

Mas Strange Adventures era diferente justamente porque o projeto da revista foi contratar conhecidos autores de ficção científica das pulp magazines para fazer histórias em quadrinhos, então para chamar aqueles leitores das pulps para dar chance a um quadrinho de FC, obviamente que o recurso era mencioná-los na capa. Assim Strange Adventures era diferente das demais revistas da própria DC, onde os personagens eram mais importantes que os autores; afinal a vedete aqui eram histórias fechadas, que podiam ser lidas isoladamente por qualquer leitor casual. 


domingo, 1 de março de 2026

Creepy 20 - Mais histórias de terror da Warren!

 


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E finalmente trazemos a aguardada Creepy 20, completando nossa digitalização das histórias lançadas pela Devir no Brasil. Nessa edição temos duas histórias inéditas: HERDEIROS DA TERRA, de Hector Castellon e "A BELA E A FERA" de Sal Trapani, artistas que figurariam nessa segunda fase da editora. De resto, quatro reimpressões de algumas das melhores primeiras histórias do começo da Creepy. Será que você ainda lembra desses clássicos? Leia esse número e comprove. Bom divertimento. 

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

WEIRD FANTASY: Ficção Científica inteligente nos quadrinhos dos anos 50!

 


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Eis aqui outra revista que queríamos ter lançado no ano passado, quando ela completou 75 anos de existência, mas felizmente o Dante Viana apareceu pra nos salvar e entregar mais um presente para os fãs da EC: a primeira edição de WEIRD FANTASY, lançada em 07 de março de 1950, com data de capa "maio-junho" (desde sempre as datas nas revistas americanas era pra quando os gibis deveriam ser recolhidos das bancas). 

Weird Fantasy era a "revista-irmã" de Weird Science, lançada um mês antes, em 02 de fevereiro. Porque o editor Bill Gaines preferia lançar revistas bimestrais similares ao invés de só uma mensal, na verdade é bem simples, e tem a ver justamente com a data na capa delas: revistas bimestrais ficavam mais tempo nas bancas. De março até junho, a revista ficaria três meses em exposição, dando mais chance de encontrar seus leitores; revistas mensais em geral ficavam dois meses. Mas pra sempre todo mês estar lançando algo novo, então havia essa dobradinha de revistas-irmãs, como era o caso de Weird Science e Weird Fantasy, que faziam um revesamento. 

Essa revista na verdade começou no número 13, e porque alteramos o número na capa para "1" é o mesmo motivo que o fizemos em "Covil do Pavor" e Weird Science: pra evitar confusões pra quando lançarmos o verdadeiro número 13. A própria EC renumerou a revista, na verdade, quando no número que deveria ser o 18, o batizou de 6 (afinal era a sexta edição do gibi de fato) e seguiu a numeração a partir daí. Como consequência acabaram havendo dois números 13, 14, 15, 16 e 17. Como estamos fazendo uma publicação digital que é uma versão da original, não há porque confundir o leitor seguindo esse problema na numeração original. 

Por que as editoras do período faziam isso, já explicamos algumas vezes, mas pros que chegaram agora, por conta dos registros postais, era comum uma revista mudar de nome (e de conteúdo), mas manter a numeração anterior. No caso, Weird Fantasy herdou a numeração de " A Moon, A Girl... Romance", uma das tentativas da EC de fazer quadrinhos românticos que não sobreviveu a "nova tendência". 

A equipe da Weird Fantasy era praticamente a mesma da Weird Science e envolveram artistas do quilate de Wally Wood, All Williamson, Joe Orlando, Harvey Kurtzman, Reed Crandall , Will Elder , Bernard Krigstein , Jack Kamen , John Severin, e até FRANK FAZETTA. 

Assim como nas outras histórias em quadrinhos da EC editadas por Feldstein, as histórias desta revista eram baseadas principalmente na leitura de um grande número de contos de ficção científica por Gaines, que os utilizava como "trampolins" para desenvolver novas histórias em parceria com Feldstein. Algumas chegavam a ser adaptações de fato, quando não plágios descarados. O caso mais flagrante foi quando, após a publicação da história "Home to Stay", Ray Bradbury contatou a EC Comics a respeito de copiarem um dos seus contos. Eles chegaram a um acordo para que a EC produzisse versões autorizadas pelo autor, a partir dali - sendo Bradbury um grande fã de quadrinhos, ele não tinha preconceito, nem via quadrinhos como uma mídia menor, e poderiam até servir como uma vitrine da sua obra. 

O grande diferencial das histórias de ficção científica da EC, tanto na Weird Fantasy quanto na Science, era justamente escrever histórias de FC de nível praticamente literário, mais parecidas com a ficção científica "hard" das revistas pulp do gênero, e não aventuras de space opera, como era comum nos gibis naquele mesmo período. Talvez por isso essas duas revistas não vendessem bem, e só eram sustentadas pelo amor de Gaines a ficção científica, embora com o passar do tempo, essas histórias tenham se tornado objeto de culto e de grande aclamação crítica, sendo por isso reimpressas até os dias de hoje em volumes luxosos nos Estados Unidos. 

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Os Punhos Mortais do Kung Fu estão de volta!

 


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E finalmente sedentos fãs do Mestre do Kung Fu (e também dos Filhos do Tigre, por que não?), mais uma edição de OS PUNHOS MORTAIS DO KUNG FU, mais uma colaboração da Era Marvel, por Menderson, Ramsirual, Nano Falcão e Aquiles Grego, trazendo na íntegra em todas suas gloriosas páginas em tamanho magazine e em preto e branco mais uma pérola da Marvel dos bons e velhos tempos! Veja ou reveja histórias que só foram publicadas pela EBAL nos anos 70, e até hoje não foram mais reimpressas no Brasil. Bom divertimento!

domingo, 22 de fevereiro de 2026

The Flash - a estréia de "Chunk", versão remasterizada!

 


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Continuando nossa recuperação das primeiras histórias de Wally West como o Flash, agora com tradução integral, novo letramento e arte restaurada pela própria DC Comics, revejam em melhor qualidade a primeira aparição de "Chunk", o "buraco negro humano", um dos mais pitorecos novos vilões para o corredor escarlate criado pro Mike Baron. Bom divertimento. 

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Rawhide kid enfrenta um impostor! Mais aventuras do maior cowboy da Era de Prata!

 


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E finalmente com vocês mais uma edição inédita de Rawhide Kid, direto da Era de Prata dos Quadrinhos. Nesse número, o Kid é incriminado por um impostor, como se ele já não fosse suficientemente perseguido pelas forças da lei... E ainda mais duas histórias curtas, pela trinca Stan Lee, Jack Kirby e Dick Ayers!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Crônicas do Fantasma - Apresentando as histórias escandinavas que conquistaram o mundo!

 


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Amigos do HQ Vintage, hoje estamos lançando uma nova série, e ela se chama "AS CRÔNICAS DO FANTASMA", diferente da série de breve duração da Mythos (apenas 8 números!) a nossa vai durar mais de mil... Pois se trata da organização e numeração das histórias do TEAM FANTOMEN, o núcleo produtor de histórias do Fantasma montado pela Editora Semic na Suécia (e depois assumido pela Egmont), que reúne artista e escritores de todo o mundo, sendo distribuídas para vários países ao redor do planeta. 

A RGE/Globo quando publicava o Fantasma também trouxe essas histórias por aqui, como a clássica "Os Piratas do Dragão Vermelha". Eles devem ter publicado pouco mais de uma centena dessas histórias, e vocês vão poder encontrá-las em breve na BIBLIOTECA DO FANTASMA, o blog criado pra organizar todos os quadrinhos do Fantasma já lançados. 

A grande característica desta série é a especial atenção ao passado da linhagem dos Fantasmas, isto é, os demais 20 Fantasmas antes que houveram antes do atual - embora sim, o atual é quem figure na maioria das aventuras, como nesta que estamos postando hoje, principalmente no início da série, lá nos anos 60, onde o foco eram mais na ação e na aventura. Por isso decidimos batizar essa série de "As Crônicas do Fantasma", até por conta da sua cronologia não ser a oficial para a King Features, embora pra muita gente a melhor cronologia é a do Team Fantomen. 

A razão que vamos começar pelo número 11 é bem simples: não se acham scans, em nenhuma língua, em lugar nenhum, das 10 primeiras histórias suecas. E se conseguimos achar a 11º é porque encontramos uma das suas publicações na Alemanha! Obviamente se aparecerem as edições anteriores, as faremos, e vamos seguir desta forma, publicando o que aparecer, e deixando pra depois o que ainda não houver scan das histórias para traduzirmos. Mas não se preocupe, que principalmente as primeiras histórias do Team Fantomen eram bastante episódicas, e não tem relação entre si, podendo ser lidas isoladamente. 

Talvez estas primeiras historias, dos anos 60, de um tempo mais ingênuo não impressionem, mas fazem parte de uma história de sucesso, e que produziu com o tempo algumas das melhores histórias do Fantasma em todo o mundo. De qualquer forma, quem quiser ler o material mais moderno ou reler o que viu nas revistas da Globo, além de muita coisa inédita traduzida pelo Sabino, do blog Fantasma Brasil, esse material estará disponível na BIBLIOTECA DO FANTASMA, como dito antes. Bom divertimento. 


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

AS REVISTAS EM QUADRINHOS DO FANTASMA!

 


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Apesar de que para nós brasileiros "tudo é gibi", nos EUA a distinção entre tiras para jornais e revistas em quadrinhos é muito clara; Isso porque enquanto nos EUA dezenas de jornais diferentes eram a vitrine do personagem, no Brasil e vários outros países ao redor do mundo, as tiras já eram compiladas e publicadas juntas em publicações especializadas de quadrinhos, inclusive revistas. 

Assim, ironicamente, o Fantasma acabou ganhando gibis em vários outros países antes dos EUA, inclusive com o Brasil em quinto lugar, tendo sido precedido somente pelo italianos, australianos, franceses e suecos. Nos EUA as tiras eram reimpressas inicialmente na revista ACE Comics, lançada pela própria King Features Syndicate; quando ela encerrou sua divisão de comics, licenciou as tiras para a Harvey Comics reimprimi-las, na revista Harvey Hits, onde o nome do Fantasma figurava na capa, com ele tendo edições exclusivas - muita gente considera esse o primeiro "gibi" do Fantasma nos EUA, e você vai encontrar essa informação equivocada por aí, pois na verdade o nome da revista era mesmo HARVEY HITS. 

O Fantasma só ganhou um "comic book" de fato no final de 1962, quando o personagem foi licenciado para a Western Publishing (que na época tinha criado o selo Gold Key para seus quadrinhos) produzir suas próprias histórias. Assim, pela primeira vez nos EUA, o Fantasma teria histórias feitas diretamente atendendo ao formato revista em quadrinhos, e não mera remontagem para reimprimir as tiras de jornal. 

A primeira equipe criativa da revista foi composta pelo editor Bill Harris que também escrevia os roteiros, a maioria baseados em histórias das tiras já escritas por Lee Falk, e o próprio desenhista Bill Lignante criou pelo menos três novas histórias. Após 17 edições, a revista passou para a King Comics, quando a King Features Syndicate resolveu de novo tentar a mão lançando suas próprias revistas em quadrinhos, iniciativa que durou 11 edições, até eles jogarem a tolha, e licenciarem de novo a publicação, que acabou nas mãos da Charlton Comics, que continuou o resto da jornada editorial do gibi. 

Na "Biblioteca do Fantasma", ao longo do tempo, serão postadas todas as 73 edições, com as capas e numeração original/oficial. É a sua chance de ler um simples gibi do Fantasma como ele era na "Era de Prata" (e posteriormente na Era de Bronze) dos quadrinhos. 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

As Tiras de domingo do Fantasma

 


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Em maio de 1939, pouco mais de três anos após sua estréia nas tiras diárias dos jornais, o Fantasma enfim ganhou sua série em cores aos domingos, para ser incluída nos suplementos semanais dedicados aos quadrinhos na época.. e foi um igual sucesso, continuando a ser publicada até os dias de hoje!

A equipe criativa das tiras dominicais era a mesma das tiras diárias, Lee Falk e Ray Moore (posteriormente com Wilson McCoy assumindo totalmente a arte, após anos como assistente de Moore). Por isso ela sempre teve grande sintonia com a continuidade das tiras diárias, embora fossem séries separadas - Muitos leitores na época só compravam jornais aos domingos, e por isso, para não ficarem perdidos por não lerem as tirinhas da semana, podiam acompanhar a história de domingo tranquilamente, sem confusão. Apenas nos anos 50 se tentou integrar as duas séries, com as histórias das diárias continuando aos domingos, mas o formato não deu certo, e se voltou a separá-las.

Visite a BIBLIOTECA DO FANTASMA e conheça mais essa série, que doravante vai ser organizada cronologicamente para todos os leitores que já conhecem, ou desejam conhecer o "Espírito que Anda". Bom divertimento. 

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Comemorando os 90 anos do Fantasma surge a biblioteca do Espírito que Anda!

 

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17 de fevereiro de 1930. Há exatos 90 anos atrás, estreava em alguns jornais dos Estados Unidos as tiras em quadrinhos de um novo herói que logo conquistaria o mundo: O FANTASMA! No Brasil a recepção foi quase imediata e no fim daquele ano já estava na "Gazetinha", suplemento infantil do jornal A Gazeta, de São Paulo. Logo migrou para os populares Globo Juvenil e O Gibi, de Roberto Marinho, aí sua popularidade decolou de vez. Não foi por acaso que Marinho escolheu o Fantasma para ser o primeiro personagem a ganhar revista própria pela sua Rio Gráfica Editora (RGE), em 1953. Foram 371 números de uma vitoriosa revista mensal, além de inúmeros almanaques, que começaram anuais até se tornarem bimestrais, e aí as publicações anuais eram os superalmanaques, mas o sucesso dele os levou a serem semestrais, então a solução foi lançar o "Hiperalmanaque", uma publicação com mais páginas ainda!

As revistas acabaram zeradas e reformuladas quando a RGE virou a editora Globo, publicando duas revistas, FANTAMA EXTRA e FANTASMA ESPECIAL. Elas acabaram canceladas no começo dos anos 90, e o Fantasma foi para mais uma versão da revista "GIBI", com outros personagens da King Features Syndicate. Paralelamente o Fantasma também era publicado pela editora Saber nos anos 70, que tinha direito às tiras de jornal, e eles reassumiram o Fantasma com sua "Edição Histórica" nos anos 90, quando a Globo jogou a tolha. Atualmente o Fantasma está na sua segunda passagem pela editora Mythos, após incursões das editoras Opera Graphica e Pixel. 

Em toda essa odisséia o que mais se fez foi republicar as mesmas histórias do Fantasma; Apesar de 371 edições de Fantasma Magazine da RGE, os 64 almanaques, os 13 superalmanaques, as 48 edições de Fantasma Extra e 30 edições de Fantasma Especial da Editora Globo, ou as 48 edições de O Fantasma e as 43 edições de Edição História da Editora Saber, todas essas milhares de páginas trouxeram apenas as 165 primeiras tiras diárias e as 125 primeiras tiras dominicais... Das histórias do Team Fantomen, que hoje totalizam mais de mil, a RGE/Globo não trouxe nem 10%... Dos comics do Fantasma, eles não trouxeram as edições da Charlton. 

Para piorar tudo, as editoras também publicavam tudo fora de ordem sem ligar para a cronologia. Diana estava casada com o Fantasma, e de repente na edição seguinte jogavam uma velha história dos seus tempos de namoro, com a mocinha terminando com o herói. Muitos novos leitores acabaram se frustrando com essa continuidade bagunçada e histórias repetidas, que as revistas do Fantasma foram vendendo cada vez menos até serem canceladas. Até hoje, um leitor, para poder entender a Saga do Fantasma, como eu fiz, acaba tendo que virar um "pesquisador", ir atrás de uma lista com a ordem das histórias, e descobrir que existem várias séries, e elas não são interligadas, e muitas delas nem são canônicas!

Por isso, para ajudar todos os leitores que queiram conhecer o Fantasma, eu resolvi criar um blog onde as histórias do herói serão separadas por série e enfileiradas cronologicamente, na ordem original de publicação. Fãs mais puristas podem preferir ficar apenas com as tiras diárias e dominicais, fãs mais jovens podem querer ler apenas as histórias suecas (Team Fantomen) e fãs de super-heróis podem ficar apenas com os comics. O que importa é que você vai poder experimentar o Fantasma de forma fácil e acessível.

Todo esse trabalho que tenho feito há anos de compilar o Fantasma não seria possível se não fosse o Sabino e seu blog FANTASMA BRASIL, a melhor fonte de quadrinhos do Fantasma na internet. A maioria das revistas na nossa biblioteca com certeza serão as que ele produziu ou disponibilizou, e disponibiliza até hoje. O nosso trabalho é mais de "bibliotecário", de organizar tudo isso, gerando listas de leituras para os interessados. Hoje vocês ficam com as tiras diárias, e amanhã terá mais, e doravante toda semana, porque as comemorações de aniversário dos 90 anos do Fantasma apenas começaram...! Bom divertimento.


domingo, 15 de fevereiro de 2026

Mais aventuras da Mulher Maravilha na Era de Prata!

 


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Fazia tempo que a gente não postava alguma hq inédita no Brasil da Mulher-Maravilha, então para os curiosos sobre a Era de Prata dos quadrinhos, aqui está mais uma edição da princesa amazona, quando ela era desenhada pelo lendário Ross Andru e seu parceiro Mike Esposito. 

O escritor Robert Kanigher gostava muito de fazer histórias que celebravam a heroína, como podemos ver em mais uma do tipo: "O Album da Mulher-Maravilha"; em seguida, na segunda-história, Diana tem que enfrentar múltiplos desafios de uma caixa de surpresas diabólica. 

Então deixe o cinismo dos dias atuais e se transporte para o tempo em que gibis de super-heróis eram para crianças, e bom divertimento. 

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Aventuras nas Trevas em ritmo de carnaval!


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Complementando nossa "sexta-feira 13" - que começou no dia 12 com o lançamento da segunda edição da Câmara do Horror - com vocês um presente do nosso colaborador, Spitfire: Adventures into Darkness 14, justamente a última edição de uma dos famigerados gibis americanos de terror dos anos 50. 

Por que ele resolveu fazer a última edição antes das outras, vocês podem perguntar pra ele no Chat do HQ Vintage, um espaço criado para falarmos sobre quadrinhos. ADVENTURE INTO DARKNESS durou 10 edições (começando no número 5, na costumeira tática da época de uma revista assumir a numeração de outra menos-sucedida para manter os registros postais), e material para um número 15 chegou a ser produzido, mas não foi lançado devido a adoção do comics code no mesmo ano.

Uma revista do grupo Pines Publications, a editora não era nenhuma novata no ramo de quadrinhos. Com efeito, estavam nos negócios desde 1939, e seus selos de quadrinhos assumiram vários nomes, como Better Publications, Neddor Publishing e o mais conhecido, Standard Comics. Essa foi a famosa editora do BLACK TERROR, um super-herói que no Brasil foi chamado de Terror Negro, dando origem a uma revista que no entanto não publicava material deles, e sim de outras editoras como Fawcett, Harvey, Avon, Charlton e etc. Muitos dos esquecidos super-heróis da era de ouro da Pines foram homenageados/recuperados por Alan Moore na revista TOM STRONG e na mini-série TERRA OBSCURA, aliás, e posteriormente também por Alex Ross na mini-série "Superpowers".

Adventures into Darkness foi a primeira incursão da editora no gênero de gibis de terror, lançada em 1951, no rastro do grande sucesso dos quadrinhos da EC. Em 1952, a editora lançou uma segunda do tipo - "Out of the Shadows" - e focou nessas duas. A Pines dava prioridade para quadrinhos mais infantis para crianças, mas sempre seguiu as tendências do mercado, até tudo implodir devido ao macartismo; mesmo com o cancelamento das revistas de terror e crime, a falência da American New Comics (ANC), a maior distribuidora de gibis dos EUA até os anos 50, foi a gota final pra transbordar o balde de uma crise já bastante forte devido as campanhas de religiosos, políticos e professores para boicotar os quadrinhos. Com cada vez mais dificuldade de vender suas revistas, a editora fechou seu segmento de quadrinhos em 1958, resolvendo focar na linha de livros de bolso, que eram mais lucrativos e dava bem menos dor de cabeça. 

Essa edição é mais uma capsula do tempo, mostrando como era um típico quadrinho de terror no auge do gênero, em 1954, quando dezenas de gibis de terror lotavam as bancas para um público que parecia não enjoar de histórias do tipo. Sobre a autoria das histórias, não conseguimos localizar muitas informações, exceto que a primeira ("O Jardim do Mal") foi desenhada por um certo Mike Roy (isso porque ele assinou a história) e a última ("A Maldição dos antigos deuses diabólicos") por Rocco Mastroserio; quanto ao resto, apenas suposições e lacunas. Naquele tempo não era comum se dar créditos aos autores - algo que só mostra porque a EC era mesmo notável e a grande diferença dela para as demais na mesma época. 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

A Câmara do Horror - segunda edição!

 


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E finalmente com vocês a segunda edição da CÂMARA DO HORROR, a revista irmã da Contos da Cripta! Mais uma colaboração inestimável do Dante Viana, que veio somar forças no nosso projeto de trazer a luz as revistas da EC para os leitores brasileiros. Não se engane com o número 13: como já explicamos no post anterior, a revista começou no número 12, como era prática na época renomear revistas e seguir com a numeração antiga por conta de assinaturas e registros no correio. 

Publicada no mesmo período que Cripta do Terror #18 (já lançada pela gente), essa revista traz histórias de Al Feldstein, Harvey Kurtzman, Graham Ingels, e Wally Wood (em começo de carreira, arte-finalizando a arte de um tal de Harry Harrison). A história de Harrison & Wood é escrita por Gardner Fox, conhecido autor de quadrinhos e também de contos de terror e ficção científica. Mas temos duas adaptações ou quase adaptações literárias; a primeira é "Doutor da Morte", desenhada por Ingels, que é uma adaptação de um conto que ninguém menos que Robert Louis Stevenson, o famoso autor de "O Médico & O Monstro"; a segunda, desenhada por Harvey Kurtzman, é inspirada no famoso conto "The Most Dangerous Game",de Richard Connel, que já foi adaptada e inspirou dezenas de filmes, outros livros, séries de TV e por aí afora; trata-se da hoje conhecida temática de ricos caçando pessoas por esporte. 

Interessante que a história adaptada para a TV foi "Doutor da Morte", que não se trata de uma história original da EC, no entanto, as modificações que fizeram na série da HBO foram tal que se afastou bastante do conto original. Acho que seria mais interessante se tivessem adaptado "Os Mortos Sempre Voltam" (de Al Feldstein) por conta do seu humor negro, e que poderia gerar boas sequências em live-action. Mas enfim, o que eles perderam você ganha aqui, em mais este clássico dos quadrinhos. Bom divertimento!