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Muitos anos atrás, eu e o Paulodoxa fizemos para o Baú da Marvel a história do Tocha Humana com o Homem-Aranha, a principal atração e única história inédita de Strange Anual 02, como parte do nosso projeto de construir a cronologia completa Marvel. No entanto a revista não era constituída apenas destas 18 páginas, mas também de mais 10 histórias curtas de fantasia e ficção científica, que eram realmente o verdadeiro material da revista Strange Tales antes dos super-heróis Marvel aparecerem. A gente decidiu não fazer aquelas histórias tanto por não ter scans de qualidade delas, quanto por acreditarmos que não faziam parte da cronologia, e só a história do Tocha e do Aranha era o que interessava.
No entanto, fazer revistas completas sempre foi um dos objetivos do HQ Vintage; Sempre consideramos que não era honesto com os leitores publicar uma revista pela "metade" e nos raros casos que isso fosse obrigatório, avisarmos todos sobre isso. E a verdade é que essa revista tem 76 páginas e estava até hoje incompleta o mundo dos scans. Pra complicar, ao contrário do que imaginávamos anos atrás, minhas pesquisas me levaram a descobrir que pelo menos a segunda história desta edição, "Eu era o Homem Invisível", é considerada parte oficial da continuidade; o personagem dela, Adam Clayton, é mencionado na revista Marvel Universe, de 1998. Com a Marvel dos anos 50 é assim; a maioria das histórias curtas parecem não fazer parte do Universo Marvel, mas basta um roteirista resolver pegar um personagem delas (afinal são parte da propriedade intelectual da Marvel) ou acontecimento, e pronto, ela também se torna parte da cronologia. (É assim principalmente com a série "Agente da Atlas" que juntou eventos de várias histórias curtas da Atlas dos anos 50).
Mas com os avanços de recuperação de arte através de I.A. nossas desculpas acabaram. A arte da revista podia ser finalmente recuperada. Então agora finalmente temos a Strange Anual completa, com suas 76 páginas, e 11 histórias, apresentando artistas que fizeram história nos quadrinhos, como Jack Kirby, Steve Ditko, John Buscema, Dick Ayers, Joe Sinott, entre outros. O balanço geral que podemos fazer da sua leitura é que Stan Lee selecionou realmente algumas boas histórias do período 1958-1960 que podiam ter passado desapercebidas, e a reapresentou para os leitores que as tinham perdido da primeira vez. E agora você tem sua chance de redescobrir elas também. Bom divertimento!
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