domingo, 23 de agosto de 2026

ALMANAQUE DC - O Segredo da Mãe de Zatanna

 


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Hoje vamos lançar algo diferente. "Almanaque DC" será tipo um "gibi digital", ou seja, uma publicação original nossa ao invés de mera tradução de uma revista americana. Ele vai reunir, numa única edição, um arco de histórias, trazendo sagas completas. O objetivo é trazer a luz histórias que as editoras brasileiras pularam entre 1979-1989, num período complicado na economia do país, onde o espaço da DC diminuíra muito, e assim muita coisa da DC foi pulada, não porque não tivesse qualidade, mas tão somente porque não havia como publicar na época por aqui. 

Para estrear essa nova publicação, escolhemos uma história de quatro partes, publicada nos números 162 a 165 da revista Justice League of America, de janeiro a abril de 1979, que poderia ter sido um bom ponto de partida para a Abril começar o título, mas os editores preferiram começar lá de 1970, trazendo os números 105 e 106 na revista Batman. Um dos principais erros da Abril no começo da sua gestão da DC foi recuar demais a cronologia, republicando muita coisa que a Ebal já publicara, o que afastou leitores veteranos, e também os jovens porque as histórias dos anos 70 eram muito datadas. Essa foi uma das razões que após 10 números, as revistas Batman e Heróis em Ação foram canceladas, enquanto na Ebal Batman sempre foi um sucesso, o segundo maior sucesso na editora depois do Superman. 

Não é a toa que as séries mais modernas, como Novos Titãs, Esquadrão Atari e Camelot 3000, que a Abril decidira publicar já naquele momento foram um sucesso imediato, e por conta disso resolveram adiantar a cronologia, dando um pulo no caso da Liga da Justiça e partindo logo para o número 184, para publicar as poucas histórias que George Pérez fez na série. Publicadas pouco mais da meia dúzia de histórias de Pérez, novo salto, de mais de 50 edições, pois devido ao sucesso do Superman de John Byrne nos EUA, os chefões da Abril mandaram publicar aquilo imediatamente, e assim os editores pularam centenas de histórias boas para adiantar ainda mais a cronologia. 

E assim a famosa fase "satélite" da Liga da Justiça, numa das suas formações mais populares, com Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Flash, Lanterna Verde, Arqueiro Verde, Canário Negro, Homem-Elástico, Gavião Negro, Mulher-Gavião e Zatanna teve 90% das suas histórias obliteradas por aqui. Não vamos republicar toda essa fase, o Baú da DC (com o qual colaboramos) já está fazendo isso. O que vamos fazer é republicar nessa "revista" o suprassumo da DC que a Abril pulou na época, histórias boas ou importantes pra cronologia, como esta sobre a origem de Zatanna, e que mostra sua insuspeitada ligação com a série ARION, o Mago da Atlântida, que já estamos publicando. Então, sem mais delongas, baixem a revista e curtam 100 páginas de aventura que podem ser lidos sem maiores introduções nem obrigações, e bom divertimento!

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Linda Carter, mais "aventuras" da futura Enfermeira Noturna

 


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Você já parou para se perguntar o que a Marvel estava publicando naquele distante ano de 1961, antes de lançar o Quarteto Fantástico e construir todo um universo de Super-Heróis? Pois no mesmo mês de agosto em que saiu Fantastic Four nº 1, a editora lançou outras 11 revistas, e uma delas era justamente a segunda edição de Linda Carter, estudante de enfermagem. A série, que teve apenas nove edições, foi apenas mais uma das tentativas da editora de emplacar um novo sucesso dentro do gênero do "humor romântico", já que seu maior sucesso em vendas na época era justamente "Millie, The Model", seguido por "Patsy Walker" (que se tornaria a heroína Hellcat). Linda só não foi parar no limbo dos quadrinhos, porque nos anos 70 Roy Thomas a utilizou como uma das personagens de uma revista de menor duração ainda chamada "Enfermeira Noturna". Aí foram novamente 30 anos de esquecimento, até que Brian Michael Bendis introduziu a personagem definitivamente no Universo Marvel durante sua passagem na revista do Demolidor, agora como proprietária de uma clínica especializada em atender super-heróis de forma anônima, garantindo sua privacidade (e identidades secretas). 

Obviamente essas histórias do começo dos anos 60 pode parecer bem bobinhas para alguns, no entanto vale lembrar que o público alvo aqui eram meninas de 9 a 13 anos e por isso Stan Lee, que tinha uma filha nessa idade, procurava abordar assuntos que interessassem a essas leitoras. Pois é, houve um tempo em que muitas garotas liam quadrinhos nos EUA, muito antes dos mangás chegarem lá, ou as editoras criarem super-heroínas. Como já lançado aqui pelo HQ Vintage, em 1948 Jack Kirby (sempre ele) junto com seu sócio Joe Simon, criaram os quadrinhos românticos. A empresa de Martin Goodman, onde Stan Lee trabalhava, não perdeu tempo, e seguiu a nova tendência, lançando dezenas de revistas no gênero que na verdade se dividia basicamente em dois subgêneros: o romance propriamente dito, de tom mais dramático, que era orientado pra leitoras mais velhas, e o "humor romântico", mas cartunesco e ingênuo, seguindo um pouco da linha do grande sucesso da indústria dos quadrinhos durante as décadas de 1940 a 1970, "A Turma do Archie", que era orientado para leitores mais jovens. 

A partir dos anos 60 esse tipo de quadrinho foi perdendo força, até sumirem das bancas populares nos anos 70, com uma ou outra exceção. Quadrinhos ficaram taxados como "coisa de menino" por muito tempo, até por conta do ambiente masculino das comic shops, onde a cultura nerd era tido como algo ofensivo em que as meninas não queriam ser associadas de jeito nenhum. Só depois da invasão dos mangás, com muitos títulos sendo do gênero romântico, as editoras perceberam que havia um público feminino que comprava quadrinhos - só que nas livrarias, não nas comic shops. Isso não os impediu de tentar, lançando dezenas de títulos estrelados por super-heroínas nos últimos anos, embora a grande maioria não tenha de fato algum sucesso comercial, embora façam "barulho" nas redes sociais, o que as editoras talvez vejam com um investimento em markeing que justifique esses lançamentos. 

Mas agora vamos voltar no tempo, e dar uma olhada numa revista que as meninas realmente compravam, e que por muitos anos, foram o ganha-pão de Stan Lee e companhia. 

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Melhores do Mundo 73 - As histórias que prepararam a Era de Prata!

 


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E com vocês mais uma edição de World's Finest, "Os Melhores do Mundo", trazendo não só uma aventura clássica de Superman e Batman, como também histórias do herói da fronteira Tomahawk e do Arqueiro Verde original.

Oficialmente a "Era de Prata" dos quadrinhos só começou em outubro de 1956 com a estréia de Barry Allen como o Novo Flash, em Showcase nº 4. No entanto, posteriormente, as histórias de Superman e Batman mostradas em Melhores do Mundo a partir do número 71 também foram classificadas como pertencentes a Terra-1, ou seja, a nova continuidade da DC a partir da Era de Prata, e não a Terra-2, aonde foi posta toda a continuidade dos heróis da Era de Ouro (1938-1951). Com efeito mesmo após a estréia do novo Flash, a continuidade do novo universo DC não estava estabelecido, nem havia sido determinado que havia realmente um "novo universo DC" - Isso só aconteceu em 1961, quando lançaram "Flash de Dois Mundos", e foi criado o conceito de terras paralelas no UDC. O primeiro "reboot" do Universo DC assim foi algo bem discreto e menos bombástico do que seria posteriormente Crise nas Infinitas Terras, e na verdade tem até mais ares de "retcom". 

Para os leitores da época, no entanto, não havia confusão. As histórias eram auto-contidas, e a versão dos personagens eram "icônicas", isto é, de "conhecimento geral". Por isso faça como eles e apenas se divirta com mais essa capsula do tempo.  

sábado, 15 de agosto de 2026

Sargento Fury homenageia os médicos militares!

 


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E finalmente o blog está de volta, trazendo mais uma EDIÇÃO INÉDITA no Brasil para vocês: Sargento Fury e seu Comando Selvagem, nº 46, com data de capa de setembro de 1967! O lendário "run" de Gary Friedrich e John Severin na revista continua, desta vez com uma história escrita claramente para homenagear os médicos de guerra, mas ainda assim cheia de ação (e balas) como a capa anuncia. E como temos um médico presente, FERIDOS é o que não vão faltar nessa história! 

Friedrich humaniza como nunca os personagens, mostrando que apesar de ser um troglodita rabugento mau-educado, Bull McGiveney, o sargento do esquadrão rival dos Selvagens ("Os Ogros"), é provavelmente um dos sujeitos mais durões que já entrou no exército americano. Nada mais de rebaixar os personagens a meras caricaturas. Com Friedrich no comando, o nível agora é outro. Bom divertimento!

domingo, 31 de maio de 2026

A Câmara do Horror 14 - Uma adaptação de "Os Ratos do Cemitério" e outras histórias!

 


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Enfim, leitores, a tercera edição da CÂMARA DO HORROR, uma das "revistas-irmãs" da famosa "CONTOS DA CRIPTA" que também gerou histórias para a série de TV do mesmo nome, cortesia do nosso parceiro Dante Viana, que traduziu mais esta para vocês. 

Publicada em 09 de maio de 1950 (mas com data de capa de "agosto-setembro" conforme o sistema de distribuição da época, a revista traz, como era padrão na EC, quatro histórias: VINGANÇA VODU, por Johnny Craig; "LOBISOMEM" pelo mitológico colaborador de Will Eisner, JULES FEIFFER; "O Estranho Casal", de Al Feldstein; e uma adaptação do hoje clássico conto "Os Ratos do Cemitério", de Henry Kutnner por Gardner Fox e Graham Ingels. 

"Os Ratos do Cemitério" foi originalmente publicada na lendária revista WEIRD TALES, a mesma em que Robert E. Howard publicava seus contos de Conan, o Bárbaro e H. P. Lovecraft também lançou alguns dos seus inquientantes contos. Ao longo dos anos, "Os ratos..." ganhou várias adaptações para TV e o cinema. Uma das mais recentes foi na série "O Gabinete de Curiosidades de Guillermo del Toro" que está disponível na Netflix, no episódio 2. 

Então, sem mais delongas, aproveite mais este artefato extraído das tumbas do tempo e encerre seus domingo nas brumas do clássico horror dos quadrinhos dos anos 50... bom divertimento!

domingo, 24 de maio de 2026

Showcase 10 - Reapresentando as primeiras histórias solo de LOIS LANE!

 


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Já lançamos aqui alguns números da Showcase, então vocês já devem saber que se tratava de uma "revista teste" da DC para novas séries. Já lançamos também o número 09, a primeira de duas tentativas que acabaram por dar revista própria para ninguém menos que LOIS LANE, a eterna namorada do Superman!

Pois é, caros leitores, Lois Lane, assim como Jimmy Olsen, já teve revista própria, e ela até que durou bastante. No caso de Lois Lane, quase 16 anos, de 1958 a 1974, totalizando 137 edições! As histórias em geral tinham participação do Superman, mas nem sempre. Na sua primeira fase, a da "era de prata", até 1969, a temática foca muito nas tentativas de Lois descobrir a verdadeira identidade secreta do Superman (do qual sempre suspeitou se tratar mesmo de Clark Kent) e de finalmente casar com o herói! Era uma revista que transitava entre o gênero do humor romântico (que era muito popular na época) com as histórias de super-herói, afinal ainda fazia parte da linha "Superman", uma linha que estava no seu auge, com quatro revistas: Action Comics, Superman, Jimmy Olsen e agora Lois Lane, sem esquecer a parceria com Batman em World's Finest ("Os Melhores do Mundo") e a linha derivada Superboy - que contava com as revistas Adventure Comics e Superboy. Superman vivia um bom momento principalmente devido ao sucesso da série de TV "As Aventuras do Superman", que foi originalmente transmitida entre 1952 e 1958, mas continuou sendo reexibida nas TVs locais até os anos 60, em suas eternas reprises. Action Comics e Superman vendiam em média meio-milhão de exemplares por edição, um ótimo número, ainda mais considerando toda a perseguição contra os quadrinhos gerada pelo marcatismo; mas justamente por isso a série de TV tinha enfatizado tanto Superman quanto um "herói americano", algo que os pais não deviam "temer".

Essa revista já havia sido traduzida e diagramada pelo Black Bison e lançada pelo grupo "Lemúria/Mochileiros dos Quadrinhos". Mas se tratavam de scans antigos; Aproveitando que finalmente apareceram os scans da "DC Archives colection", onde a própria DC fez a reconstrução de arte, decidimos refazer essa revista, com melhor qualidade de imagens. No entanto, prestigiando o trabalho do Black Bison, a tradução, devidamente creditada, continua sendo a dele, somente rediagramamos e fizemos algumas páginas extras que a DC incluía nas revistas na época, como histórias cômicas de uma página e textos em prosa. Bom divertimento. 

domingo, 17 de maio de 2026

Kid Colt 77 - A Estréia de Stan Lee!

 


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A origem do herói vocês já conheceram no número 79... Agora vejam as primeiras histórias que Stan Lee escreveu para Kid Colt! O editor assumiu o encargo de criar histórias pra revista imediatamente logo após a "implosão Atlas", quando a divisão de quadrinhos de Martin Goodman foi "enxugada", demitindo praticamente todo o staff, mantendo apenas Stan, a secretária Flo Steinberg e o gerente de produção Sol Brodsky como funcionários fixos! Todo resto seria pago como "free-lancers". 

Stan então teve que se virar nos trinta atuando ele mesmo como "roteirista", e aí criando o famoso "método Marvel" que eram sinopses curtas datilografadas dadas aos desenhistas que deviam criar a narrativa eles mesmos. Depois Stan ou seu irmão Larry Lieber acrescentariam os diálogos, corrigindo/adicionando eventuais problemas de continuidade que poderia haver na narrativa visual. Inicialmente Stan dava conta da demanda porque a editora agora só podia mandar pras bancas inicialmente 8 revistas por mês, devido ao contrato com a nova distribuidora - que era de propriedade de ninguém menos que dos donos da DC!

Antes de Stan, o último escritor do gibi era Joe Gill, conhecido co-criador do Capitão Átomo e outros heróis que justamente pela demissão na Atlas foi para a Charlton Comics, onde passaria a maior parte do resto da sua carreira. Jack Keller já estava na arte da revista, mas Lee colocou o desenhista Christopher Rule para arte-finalizar, dando um visual mais sólido e uma renovação na série que começou nesta edição. Aliás, a história "back-up" deste número é desenhada por ninguém menos que Doug Wildey, o famoso criador de JOHNNY QUEST, que também foi um dos demitidos - esta história de quatro páginas presente nesta edição é uma do famoso "inventário" que Stan tinha guardado de histórias prontas feitas pelos funcionários demitidos, e que assim puderam ser usadas pela Atlas naqueles tempos de crise. Foi essa demissão que fez Wildey se mudar para a Califórnia e trabalhar no ramo mais lucrativo das animações, diga-se de passagem!

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Contos da Cripta 29, apresentando o melhor horror dos anos 50!

 


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Ok, "EC's addicts", finalmente mais uma edição da CONTOS DA CRIPTA para vocês, cortesia do nosso parceiro Dante Viana. São mais quatro contos com a fina flor da arte dos quadrinhos nos anos 50: Jack Davis, Joe Orlando, Jack Kamen e Graham Ingels! Histórias onde os seres humanos mais uma vez se mostram os piores dos monstros, e o verdadeiro mal a ser temido!  Bill Gaines e seu editor, Al Feldstein, afiadíssimos em sua crítica social, e não por acaso atraíram tantos maus olhos de algumas pessoas dos conversadoríssimos EUA da época. Será que essas eram histórias que as crianças deveriam ler? O que sabemos é que são histórias que NÓS deveríamos ler com certeza, pois são divertidíssimas! Bom entretenimento! 

domingo, 10 de maio de 2026

Strange Adventures 03 - Mais quatro histórias com a Ficção Científica do anos 50!

 


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Com vocês, mais uma contribuição do nosso amigo Spitfire, a terceira edição da mítica "STRANGE ADVENTURES", a primeira revista de ficção científica lançada pela DC Comics em 1950 - com a proposta de trazer nomes carimbados das pulps magazines, onde se publicava esse tipo de conto, para o formato das histórias em quadrinhos. Na arte, também nomes conhecídissimos, como Curt Swan, Dan Barry, Jim Mooney e Howard Sherman. Quatro histórias fechadas de FC, sem cronologia, apenas boa e pura diversão, como nos bons e velhos tempos.