quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

A Câmara do Horror - segunda edição!

 


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E finalmente com vocês a segunda edição da CÂMARA DO HORROR, a revista irmã da Contos da Cripta! Mais uma colaboração inestimável do Dante Viana, que veio somar forças no nosso projeto de trazer a luz as revistas da EC para os leitores brasileiros. Não se engane com o número 13: como já explicamos no post anterior, a revista começou no número 12, como era prática na época renomear revistas e seguir com a numeração antiga por conta de assinaturas e registros no correio. 

Publicada no mesmo período que Cripta do Terror #18 (já lançada pela gente), essa revista traz histórias de Al Feldstein, Harvey Kurtzman, Graham Ingels, e Wally Wood (em começo de carreira, arte-finalizando a arte de um tal de Harry Harrison). A história de Harrison & Wood é escrita por Gardner Fox, conhecido autor de quadrinhos e também de contos de terror e ficção científica. Mas temos duas adaptações ou quase adaptações literárias; a primeira é "Doutor da Morte", desenhada por Ingels, que é uma adaptação de um conto que ninguém menos que Robert Louis Stevenson, o famoso autor de "O Médico & O Monstro"; a segunda, desenhada por Harvey Kurtzman, é inspirada no famoso conto "The Most Dangerous Game",de Richard Connel, que já foi adaptada e inspirou dezenas de filmes, outros livros, séries de TV e por aí afora; trata-se da hoje conhecida temática de ricos caçando pessoas por esporte. 

Interessante que a história adaptada para a TV foi "Doutor da Morte", que não se trata de uma história original da EC, no entanto, as modificações que fizeram na série da HBO foram tal que se afastou bastante do conto original. Acho que seria mais interessante se tivessem adaptado "Os Mortos Sempre Voltam" (de Al Feldstein) por conta do seu humor negro, e que poderia gerar boas sequências em live-action. Mas enfim, o que eles perderam você ganha aqui, em mais este clássico dos quadrinhos. Bom divertimento!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Drácula Vive 03 - Agora totalmente traduzida

 


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Enfim, relançamos Drácula Vive nº 3, já feita pelo grupo ERA MARVEL. A revista está tal como eles fizeram, com a diferença que traduzimos todos os textos em prosa; a sessão de cartas, o conto escrito por Chris Claremont (que é muito interessante pois revela como começou a rivalidade da família Van Helsing com Drácula no Universo Marvel), um artigo sobre Bela Lugosi, o primeiro Conde Drácula dos cinemas, e uma página de artigos com uma pequena biografia de Stan Lee e a resenha sobre uma das séries de livros lançadas com Conde Drácula nos anos 70. Traduzimos algumas propagandas também (não todas, só aquelas relacionadas as outras revistas de horror da Marvel). Então fique com mais nosso resgate de outra relíquia de tempos passados onde as revistas magazines de terror em quadrinhos imperavam, e bom divertimento!

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Capitão Átomo e o segundo homem no espaço!

 


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E com vocês a segunda história do Capitão Átomo da era de prata, publicada em junho de 1960, no número 34 da revista "Space Adventures". A revista realmente fazia juz ao seu título e todas as histórias se passam no espaço, inclusive a do Capitão Átomo!

Tendo os russos tomado a frente da corrida espacial, com Yuri Gargarin se tornando de fato "o primeiro homem no espaço", restava aos americanos na fantasia dizerem que tinham sido os primeiros, através do Capitão Átomo, e o russo só teria sido o "segundo". "O consolo do tolo é o conto", como diria o Barão de Itararé. 

Mas deixando a política de lado, as aventuras de ficção científica dessa edição são bem interessantes, com uma delas já apresentando "planetas vivos", anos antes de Ego dar as caras na Marvel... E não, esse conceito não apareceu pela primeira vez aqui, adianto que lá na Strange Adventures, que estamos publicando, também já li alguma história do tipo. Talvez esse conceito estivesse no ar há mais tempo do que imaginamos. Sem mais delongas, baixe mais essa capsula do tempo e bom divertimento. 

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Marvel Boy - Surge os super-heróis da Era Atlas!

 


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Com vocês, finalmente, o icônico primeiro número de Marvel Boy, herói lançado pela Marvel Comics em 1950, que completou 75 anos em 2025. Era pra essa revista ter sido feita ano passado, mas a verdade é que somente graças ao Spitfire, nosso novo colaborador, que ela está aqui em português. 

No final dos ano 40 super-heróis tinham perdido popularidade, e com efeito Capitão América, Príncipe Submarino e Tocha Humana já não estavam mais nas bancas quando apareceu uma nova versão do Marvel Boy. A editora de Martin Goodman já tinha lançado dois personagens com esse nome antes - parecia mesmo o destino que essa editora viesse a se chamar Marvel, dado o apreço pelo nome. O terceiro Marvel Boy seria Bob Grayson, um jovem que foi criado supostamente em Urano - mais tarde seria dito que aqueles "uranianos" na verdade eram uma tribo de Eternos, assim como os titaniamos da família de Thanos, que se separaram dos Eternos que ficaram na Terra. 

Ele ganhou dos Eternos duas pulseiras, que um dia seriam legadas ao herói Quasar - e ditas que criadas por Eon para serem as armas do "protetor cósmico". Marvel Boy teve poucas edições - no número 03 a revista mudou de nome para  Astonishing, e passou a focar em histórias de ficção científica, ainda que houvesse histórias de Marvel Boy até seu número 07, quando enfim, saiu da revista, ficando anos no limbo.

Em 1975 ele supostamente volta como o "Cruzado", onde tem um trágico fim ao enlouquecer e morrer combatendo o Quarteto Fantástico. Um retcom muito posterior transformou o Cruzado num clone dele, que acreditava ser o verdadeiro. Em 1978, um What If se pergunto se Bob e outros personagens da "Era Atlas" (Vênus, Homem-Gorila, M-11, Jimmy Woo, e Marvel Boy) tivessem formado os Vingadores nos anos de 1950. Esse conceito, anos mais tarde seria reaproveitado em "Agentes da Atlas", reunindo essa equipe. 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Arion e a Cidadela Sombria

 


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Arion e Chian acabam transportados ao "Mundo Sombrio", o local que é a fonte da magia de Arion, e onde seu pai Caculha lhe deixou a "Cidadela da Magia", que pode ser a arma que Arion e seus aliados procuravam para derrotar Garn Danuth, o feiticeiro que dominou a Atlântida. No entanto, um demônio poderosíssimo domina a cidadela, e tomar ela não será fácil. Enquanto isto, Wyynde descobre um chocante segredo sobre a jovem Mara. Quadrinhos da DC que ficaram inéditos no Brasil... até hoje! 

domingo, 25 de janeiro de 2026

 


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Enfim, finalmente com vocês, mais uma edição da TALES FROM THE CRYPT, a mitológica revista de horror dos anos 50 que "abalou uma nação". Devemos esse número ao Dante Viana, nosso novo colaborador, com quem esperamos fazer muitas parcerias ainda. 

Como sempre, a revista exibe alguns dos maiores artistas de quadrinhos dos anos 50: Jack Davis, Joe Orlando, Jack Kamen e Graham Ingels, dirigidos pelo roteirista Al Feldstein e capitaneados pelo grande Bill Gaines. Embora a crítica social seja aguda nas três primeiras histórias, foi a quarta, "O Boneco do Ventríloquo" que foi escolhida para ser adaptada para a TV na famosa série da HBO. Julgue você qual é sua história preferida.

Então, sem mais delongas, baixem a revista, e bom domingo. 

sábado, 17 de janeiro de 2026

Strange Adventures - A DC entra firme na Ficção Científica!

 


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Eis aqui uma revista que gostaria de ter lançado ano passado para comemorar os 75 anos de lançamento da STRANGE ADVENTURES, o mais longeva (e emblemática) revista de ficção científica da DC Comics, mas não houve tempo. E essa revista não teria vindo a luz se não fosse o SPITFIRE, que animado pelas novas tecnologias de inteligência artificial, topou usar ela para traduzir e diagramar essa edição. Embora possa ser controverso o uso de IA para traduzir quadrinhos, o fato é que do modo artesanal (o qual eu continuarei privilegiando na maioria dos lançamentos) é bastante lento e demorado, e existe muita coisa boa fora do alcance de leitores que não dominam ou não gostam de ler em inglês. Com a IA podemos agilizar o lançamento de várias revistas que antes estavam apenas no sonho... Embora a IA tenha alguns problemas, uma boa revisão e retoques humanos podem ajudar, e aí que entrou a minha mão nesta edição também. Espero que vocês gostem do resultado. 

Em 1950 os super-heróis tinham saído de moda (com exceção dos três grandes, Superman, Batman e Mulher-Maravilha, que continuaram tendo suas revistas impressas pela DC) e os leitores preferiam outros gêneros, como faroeste, crime, terror, guerra e ficção científica! Foi aí que o editor Julius Schwartz, que trabalhava para a DC há poucos anos, pôde realizar seu projeto dos sonhos. Antes da DC ele tinha sido agente de escritores de ficção científica e vendia os contos deles para as famosas revistas pulp do período. Então ele tinha contato com vários desses autores, podendo negociar que suas histórias fossem adaptadas para os quadrinhos e até convencendo alguns - como Edmund Hamilton - a se transformarem em roteiristas de novas histórias em quadrinhos. Embora Gardner Fox seja um escritor muito associado aos super-heróis da Era de Ouro e Prata da DC, ele também era muito mais eminente nas revistas pulp de ficção científica, sua verdadeira praia - e aqui ele brilha bastante em "O Segundo Dilúvio", história digna de filme. 

STRANGE ADVENTURES foi um grande sucesso, e logo a DC lançou outras revistas na esteira, notadamente Mystery in Space e Tales of the Unexpected. Strange Adventures durou 244 edições, sendo cancelada apenas no final dos anos 60, quando quadrinhos de ficção científica não estavam vendendo mais - com efeito, suas últimas edições tinha se tornado uma revista de histórias sobrenaturais, e lançara a série do herói morto Desafiador. Também debutaram nas suas páginas heróis como Homem-Animal, Capitão Cometa e Cavaleiros Atômicos, entre outros. Aqui está sua primeira edição, na fase de ouro da revista, quando era uma antologia de histórias em quadrinhos de ficção científica, com todas as suas 52 páginas, na íntegra. Bom divertimento. 

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Tales of the Zombie 01 - agora com os textos também em português!

 


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Algo que estava "devendo" pra vocês, da mesma forma que já relançamos aqui as outras primeiras eidções das revistas magazine de terror da Marvel nos anos 70... Faltava ainda Tales of the Zombie ("Os Contos do Zumbi!").

Essa é a mesma revista produzida pelo pessoal da Era Marvel, todas as hqs que eles traduziram e diagramaram. A única alteração foi traduzir o artigo e o editorial para o português, assim como as páginas de introdução das histórias, que eram fotografias de filmes com diálogos jococos - uma vez que nas outras revistas elas estavam traduzidas, para manter o padrão, precisavam ser traduzidas aqui também. Também traduzi as páginas de propagandas sobre outras revistas Marvel... As únicas páginas agora deixadas em inglês são de produtos alheios. 

Enfim, fiquem com mais este legítimo "documento de época" na íntegra, e bom divertimento! 

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

1ª Edição Especial - Comemorando os 50 Anos do Guerreiro!

 


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Ufa! Conseguimos aproveitar a folguinha de fim de ano para terminar um dos nossos vários projetos pendentes... No caso, comemorar devidamente os 50 anos de Warlord, mais conhecido como O GUERREIRO, no Brasil!

Essa série se tornou um "cult" entre muito leitores americanos, alcançando 133 edições e seis anuais no seu primeiro volume. Houve três tentativas de relançamento, mas nada a altura do original. No Brasil também fez seus fãs. A Ebal, percebendo o sucesso nos EUA, lançou o Guerreiro em revista própria em 1981, e apesar de pular as primeiras edições, começando a partir do numero 26 (quando inicia a melhor fase da série, naquela época as editoras iam pro "tudo ou nada" para conquistar os leitores brasileiros). Infelizmente a Ebal já estava passando por problemas financeiros, e apesar do Guerreiro ser bem recebida, só durou 12 edições, pois em 1983 a Ebal perdeu os direitos de publicação da DC Comics no Brasil. Ou seja, a revista do Guerreiro não foi cancelada por falta de vendas, e sim foi cancelada assim como Superman, Batman e os outros heróis DC publicados pela editora carioca não ter mais dinheiro para pagar os direitos autorais. 

Quando a editora Abril compra os direitos de publicação da DC, eles tentaram voltar a publicar o Guerreiro, mas voltaram ao começo, as histórias que a Ebal tinha pulado. Muitos leitores ficaram deslocados, e não ajudava o herói ficar perdido entre super-heróis dentro de Heróis em Ação e os primeiros números de Superamigos. Com pouquíssimas revistas DC, a Abril acabou desistindo da série, pois ela tinha ficado cronologicamente muito atrás dos demais personagens, e deu preferência aos super-heróis, abandonando o rico universo de fantasia da DC (do qual faziam parte ainda Ametista, Arion, Arak e outros menos conhecidos aqui no Brasil). 

O Guerreiro foi a TERCEIRA tentativa de incursão da DC no gênero da espada e feitiçaria, e a mais bem sucedida delas. Como explicado no nosso lançamento de SWORD OF SORCERY (Espada da Feitiçaria), vendo o grande sucesso de Conan, a Distinta Concorrência licenciou a segunda série de pulps mais populares do tipo na época: Fafhrd e o Gatuno Cinza. As histórias sobre dois ladrões não tão "mocinhos" estavam a frente do seu tempo para os garotos ingênuos da época e acabou cancelada após cinco edições. Então a DC resolveu copiar Conan na cara dura e lançou "Garra, o Indomável" (Claw, the Unconquered), convocando o próprio Ernie Chan para os desenhos. O personagem tinha as mesmas feições do Conan de John Buscema, só se diferenciando por uma "mão metálica" (a tal "garra"). O pior é que essa revista vendeu muito melhor que Fafhrd & Gatuno, só sendo cancelada em 1977 no meio da chamada "Implosão DC", onde tudo que vendesse menos de 40 mil cópias foi cancelado, devido a crise financeira da editora. 

Mas sabe quem sobreviveu a Implosão DC? WARLORD, o Guerreiro, lançado em 1975 nessa "Primeira Edição Especial", foi a única revista proposta nessa série de one-shots a vender bem e conseguir sua própria série, a partir de 1976. Inspirado por histórias no Centro da Terra como "O Mundo de Pellucidar", de Edgar Rice Burroughs, foi a forma que Mike Greel encontrou de colocar uma dimensão de espada e magia que ao mesmo tempo fosse contemporânea ao resto do Universo DC. Com efeito, Travis Morgan faz parte da cronologia e já se encontrou com outros personagens deste universo. 

Essa edição já havia sido lançado pelos nossos amigos do Baú da DC, utilizando parte da tradução da editora Abril e traduzindo os cortes que a editora paulista fez, e scans da revista americana antiga. Preservamos deles, a tradução e diagramação do posfácio escrito por Grell, feita pelo Tche e o Vmlaskano. A nossa versão usa como imagens recém restauradas pela própria DC em "qualidade HD", e para honrar as imagens, fizemos uma nova tradução e novo letramento. Esperamos que curtam esse trabalho e tenham todos um feliz 2026. Até ano que vem!


quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Four Color 29 - Carl Barks cria seu primeiro clássico com o Pato Donald!

 



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Então é natal, e o que você fez? Infelizmente a correria está grande por esses tempos, então vários projetos ainda estão inconclusos. Mas pra não deixar vocês por tanto tempo sem postagens, vai mais uma "Four Color", uma das revistas em quadrinhos mais vendidas na Era de Ouro dos Quadrinhos, com lançamento quase semanal, sempre trazendo personagens diferentes, entre eles, justamente os tão populares astros da Disney. 

Depois de Four Color # 9 (já publicada aqui), Carl Barks passou a fazer histórias do Pato Donald em "Walt Disney's Comics and Stories" (uma revista mais complicada de fazer, porque são só 10 páginas de Donald e muitos contos em prosa). Enquanto o material da Disney em Four Color em geral a Editora Abril publicou na íntegra, na Walt Disney's Comics and Stories há muitos "buracos" de coisas que a Abril não ligava em publicar. 

Por isso vamos direto a Four Color nº 29, com a clássica história "O Anel da Múmia" (além de outras duas do Donald), que foi a primeira publicação de Carl Barks no Brasil, quando a Ebal a trouxe no número 04 de "Seleções Coloridas", em 1946. Note que o "seleções coloridas" foi a forma que a Ebal achou pra batizar uma revista que nos eua se chamava "Quatro Cores".

"Four Color" era também uma revista teste, por isso o nome do protagonista dominava a capa. Não por acaso, quando o personagem após vender bem em Four Color sucessivas vezes, ganhava sua própria revista, ela iniciava sua numeração contando os números da Four Color. Por isso a revista do Pato Donald começou no número 26, eles contavam as 25 edições anteriores de Four Color. 

Você provavelmente já conhece as histórias nessa edição. O que talvez não saiba é que originalmente esse conjunto de três histórias integrava uma mesma revista (a Abril com efeito publicou elas separadas até na coleção "O Melhor da Disney", em 2005). O que apresentamos aqui é a forma como foi publicada pela primeira vez nos EUA, em 1943, em 68 páginas, no formato maior que as revistas tinham então. Bom divertimento.