domingo, 30 de agosto de 2026

Creepy #21 - INÉDITA no Brasil!

 


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E começamos aqui a postar, finalmente, as edições INÉDITAS da Creepy no Brasil, isto é, com histórias que nem a RGE, lá nos anos 70, nem a DEVIR, mais recentemente, até hoje publicaram... Então o jeito foi traduzirmos e diagramarmos as edições nós mesmos!

Essa edição traz QUATRO histórias inéditas (além de duas republicações, naturalmente incluídas, dando total fidelidade ao gibi original). A primeira é nada menos que uma adaptação de H. P. Lovecraft, num dos seus contos mais famosos, "Os Ratos na Parede". Em seguida temos "Os Imortais" uma ficção científica com a típica "pegadinha" no final; "Uma Dúvida Razoável", ilustrada pelo irmão mais novo de Al Williamson, Tony; e a melhor delas, na minha opinião, escrita pelo próprio novo editor da revista, Bill Parente, e ilustrada pelo brasileiro Gutemberg Monteiro (que também fez a capa), "O Relógio do Terror".

Após algumas edições com republicações excessivas e material improvisado, James Warren finalmente arrumou um novo editor, Bill Parente, que aqui inicia sua fase como editor das revistas em quadrinhos da Warren. Ao contrário de Archie Goodwin, no entanto, Parente não é um "escritor onipresente", e na verdade duas das quatro novas histórias são assinadas pelo roteirista Ron Parker, outra figura que começa a aparecer mais a partir desta edição. 

Enfim, é uma nova fase que se inicia na Warren, após seus curtos "anos dourados", até poucos números atrás, e levaria pelo menos dois anos até a revista se reinventar de novo, com os espanhóis, e vir a fase mais conhecida que é aquela publicada na KRIPTA, pela RGE. Embora muita gente queira que a gente pule direto pra essas edições, na verdade para nós é mais interessante publicar o que é inédito, seguindo a sequência, do que simplesmente trazer coisas que vocês já conhecem. Estamos literalmente, no espírito dessas revistas, "desencavando" tumbas com essa aqui. Bom divertimento. 

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Strange adventures nº 4 - Estranhas aventuras da Ficção Científica dos anos 50!

 


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E com vocês, mais uma edição da clássica STRANGE ADVENTURES produzida pelo Spifire, trazendo autores dos pulps de ficção científica direto para para os quadrinhos, cortesia do renomado editor Julius Schwartz. Nessa edição, Edmund Hamilton os traz "A Caça ao Crime através do Tempo"; Gardner Fox nos apresenta "O Ladrão de Estrelas"; David V. Reed vem com "Eu sou um Robô"; e Robert Starr traz "Os Invasores da Enésima Dimensão".  Tudo isso ilustrado por outras lendas dos quadrinhos, como Curt Swan, Jim Mooney, Howard Sherman e Ed Smale. 

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Vampire Tales nº 2 - Agora com todos os textos traduzidos!

 


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E com vocês mais um relançamento das saudosas revistas em preto e branco da Marvel dos anos 70! É a mesmíssima revista produzida com esmero pelo pessoal da Era Marvel, com a diferença que traduzimos todos os textos em prosa, que incluem duas matérias longas (os papéis de Lugosi em outros filmes de Vampiro e o resumo do livro-estudo sobre vampiros de Montague Summers), o editorial, uma página de resenha de filmes, as introduções das histórias (que eram fotos legendadas) e até um anúncio da próxima edição, além do índice. Enfim, é a revista original, só que agora totalmente em português. Bom divertimento. 

domingo, 23 de agosto de 2026

ALMANAQUE DC - O Segredo da Mãe de Zatanna

 


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Hoje vamos lançar algo diferente. "Almanaque DC" será tipo um "gibi digital", ou seja, uma publicação original nossa ao invés de mera tradução de uma revista americana. Ele vai reunir, numa única edição, um arco de histórias, trazendo sagas completas. O objetivo é trazer a luz histórias que as editoras brasileiras pularam entre 1979-1989, num período complicado na economia do país, onde o espaço da DC diminuíra muito, e assim muita coisa da DC foi pulada, não porque não tivesse qualidade, mas tão somente porque não havia como publicar na época por aqui. 

Para estrear essa nova publicação, escolhemos uma história de quatro partes, publicada nos números 162 a 165 da revista Justice League of America, de janeiro a abril de 1979, que poderia ter sido um bom ponto de partida para a Abril começar o título, mas os editores preferiram começar lá de 1970, trazendo os números 105 e 106 na revista Batman. Um dos principais erros da Abril no começo da sua gestão da DC foi recuar demais a cronologia, republicando muita coisa que a Ebal já publicara, o que afastou leitores veteranos, e também os jovens porque as histórias dos anos 70 eram muito datadas. Essa foi uma das razões que após 10 números, as revistas Batman e Heróis em Ação foram canceladas, enquanto na Ebal Batman sempre foi um sucesso, o segundo maior sucesso na editora depois do Superman. 

Não é a toa que as séries mais modernas, como Novos Titãs, Esquadrão Atari e Camelot 3000, que a Abril decidira publicar já naquele momento foram um sucesso imediato, e por conta disso resolveram adiantar a cronologia, dando um pulo no caso da Liga da Justiça e partindo logo para o número 184, para publicar as poucas histórias que George Pérez fez na série. Publicadas pouco mais da meia dúzia de histórias de Pérez, novo salto, de mais de 50 edições, pois devido ao sucesso do Superman de John Byrne nos EUA, os chefões da Abril mandaram publicar aquilo imediatamente, e assim os editores pularam centenas de histórias boas para adiantar ainda mais a cronologia. 

E assim a famosa fase "satélite" da Liga da Justiça, numa das suas formações mais populares, com Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Flash, Lanterna Verde, Arqueiro Verde, Canário Negro, Homem-Elástico, Gavião Negro, Mulher-Gavião e Zatanna teve 90% das suas histórias obliteradas por aqui. Não vamos republicar toda essa fase, o Baú da DC (com o qual colaboramos) já está fazendo isso. O que vamos fazer é republicar nessa "revista" o suprassumo da DC que a Abril pulou na época, histórias boas ou importantes pra cronologia, como esta sobre a origem de Zatanna, e que mostra sua insuspeitada ligação com a série ARION, o Mago da Atlântida, que já estamos publicando. Então, sem mais delongas, baixem a revista e curtam 100 páginas de aventura que podem ser lidos sem maiores introduções nem obrigações, e bom divertimento!

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Linda Carter, mais "aventuras" da futura Enfermeira Noturna

 


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Você já parou para se perguntar o que a Marvel estava publicando naquele distante ano de 1961, antes de lançar o Quarteto Fantástico e construir todo um universo de Super-Heróis? Pois no mesmo mês de agosto em que saiu Fantastic Four nº 1, a editora lançou outras 11 revistas, e uma delas era justamente a segunda edição de Linda Carter, estudante de enfermagem. A série, que teve apenas nove edições, foi apenas mais uma das tentativas da editora de emplacar um novo sucesso dentro do gênero do "humor romântico", já que seu maior sucesso em vendas na época era justamente "Millie, The Model", seguido por "Patsy Walker" (que se tornaria a heroína Hellcat). Linda só não foi parar no limbo dos quadrinhos, porque nos anos 70 Roy Thomas a utilizou como uma das personagens de uma revista de menor duração ainda chamada "Enfermeira Noturna". Aí foram novamente 30 anos de esquecimento, até que Brian Michael Bendis introduziu a personagem definitivamente no Universo Marvel durante sua passagem na revista do Demolidor, agora como proprietária de uma clínica especializada em atender super-heróis de forma anônima, garantindo sua privacidade (e identidades secretas). 

Obviamente essas histórias do começo dos anos 60 pode parecer bem bobinhas para alguns, no entanto vale lembrar que o público alvo aqui eram meninas de 9 a 13 anos e por isso Stan Lee, que tinha uma filha nessa idade, procurava abordar assuntos que interessassem a essas leitoras. Pois é, houve um tempo em que muitas garotas liam quadrinhos nos EUA, muito antes dos mangás chegarem lá, ou as editoras criarem super-heroínas. Como já lançado aqui pelo HQ Vintage, em 1948 Jack Kirby (sempre ele) junto com seu sócio Joe Simon, criaram os quadrinhos românticos. A empresa de Martin Goodman, onde Stan Lee trabalhava, não perdeu tempo, e seguiu a nova tendência, lançando dezenas de revistas no gênero que na verdade se dividia basicamente em dois subgêneros: o romance propriamente dito, de tom mais dramático, que era orientado pra leitoras mais velhas, e o "humor romântico", mas cartunesco e ingênuo, seguindo um pouco da linha do grande sucesso da indústria dos quadrinhos durante as décadas de 1940 a 1970, "A Turma do Archie", que era orientado para leitores mais jovens. 

A partir dos anos 60 esse tipo de quadrinho foi perdendo força, até sumirem das bancas populares nos anos 70, com uma ou outra exceção. Quadrinhos ficaram taxados como "coisa de menino" por muito tempo, até por conta do ambiente masculino das comic shops, onde a cultura nerd era tido como algo ofensivo em que as meninas não queriam ser associadas de jeito nenhum. Só depois da invasão dos mangás, com muitos títulos sendo do gênero romântico, as editoras perceberam que havia um público feminino que comprava quadrinhos - só que nas livrarias, não nas comic shops. Isso não os impediu de tentar, lançando dezenas de títulos estrelados por super-heroínas nos últimos anos, embora a grande maioria não tenha de fato algum sucesso comercial, embora façam "barulho" nas redes sociais, o que as editoras talvez vejam com um investimento em markeing que justifique esses lançamentos. 

Mas agora vamos voltar no tempo, e dar uma olhada numa revista que as meninas realmente compravam, e que por muitos anos, foram o ganha-pão de Stan Lee e companhia. 

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Melhores do Mundo 73 - As histórias que prepararam a Era de Prata!

 


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E com vocês mais uma edição de World's Finest, "Os Melhores do Mundo", trazendo não só uma aventura clássica de Superman e Batman, como também histórias do herói da fronteira Tomahawk e do Arqueiro Verde original.

Oficialmente a "Era de Prata" dos quadrinhos só começou em outubro de 1956 com a estréia de Barry Allen como o Novo Flash, em Showcase nº 4. No entanto, posteriormente, as histórias de Superman e Batman mostradas em Melhores do Mundo a partir do número 71 também foram classificadas como pertencentes a Terra-1, ou seja, a nova continuidade da DC a partir da Era de Prata, e não a Terra-2, aonde foi posta toda a continuidade dos heróis da Era de Ouro (1938-1951). Com efeito mesmo após a estréia do novo Flash, a continuidade do novo universo DC não estava estabelecido, nem havia sido determinado que havia realmente um "novo universo DC" - Isso só aconteceu em 1961, quando lançaram "Flash de Dois Mundos", e foi criado o conceito de terras paralelas no UDC. O primeiro "reboot" do Universo DC assim foi algo bem discreto e menos bombástico do que seria posteriormente Crise nas Infinitas Terras, e na verdade tem até mais ares de "retcom". 

Para os leitores da época, no entanto, não havia confusão. As histórias eram auto-contidas, e a versão dos personagens eram "icônicas", isto é, de "conhecimento geral". Por isso faça como eles e apenas se divirta com mais essa capsula do tempo.  

sábado, 15 de agosto de 2026

Sargento Fury homenageia os médicos militares!

 


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E finalmente o blog está de volta, trazendo mais uma EDIÇÃO INÉDITA no Brasil para vocês: Sargento Fury e seu Comando Selvagem, nº 46, com data de capa de setembro de 1967! O lendário "run" de Gary Friedrich e John Severin na revista continua, desta vez com uma história escrita claramente para homenagear os médicos de guerra, mas ainda assim cheia de ação (e balas) como a capa anuncia. E como temos um médico presente, FERIDOS é o que não vão faltar nessa história! 

Friedrich humaniza como nunca os personagens, mostrando que apesar de ser um troglodita rabugento mau-educado, Bull McGiveney, o sargento do esquadrão rival dos Selvagens ("Os Ogros"), é provavelmente um dos sujeitos mais durões que já entrou no exército americano. Nada mais de rebaixar os personagens a meras caricaturas. Com Friedrich no comando, o nível agora é outro. Bom divertimento!