quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

1ª Edição Especial - Comemorando os 50 Anos do Guerreiro!

 


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Ufa! Conseguimos aproveitar a folguinha de fim de ano para terminar um dos nossos vários projetos pendentes... No caso, comemorar devidamente os 50 anos de Warlord, mais conhecido como O GUERREIRO, no Brasil!

Essa série se tornou um "cult" entre muito leitores americanos, alcançando 133 edições e seis anuais no seu primeiro volume. Houve três tentativas de relançamento, mas nada a altura do original. No Brasil também fez seus fãs. A Ebal, percebendo o sucesso nos EUA, lançou o Guerreiro em revista própria em 1981, e apesar de pular as primeiras edições, começando a partir do numero 26 (quando inicia a melhor fase da série, naquela época as editoras iam pro "tudo ou nada" para conquistar os leitores brasileiros). Infelizmente a Ebal já estava passando por problemas financeiros, e apesar do Guerreiro ser bem recebida, só durou 12 edições, pois em 1983 a Ebal perdeu os direitos de publicação da DC Comics no Brasil. Ou seja, a revista do Guerreiro não foi cancelada por falta de vendas, e sim foi cancelada assim como Superman, Batman e os outros heróis DC publicados pela editora carioca não ter mais dinheiro para pagar os direitos autorais. 

Quando a editora Abril compra os direitos de publicação da DC, eles tentaram voltar a publicar o Guerreiro, mas voltaram ao começo, as histórias que a Ebal tinha pulado. Muitos leitores ficaram deslocados, e não ajudava o herói ficar perdido entre super-heróis dentro de Heróis em Ação e os primeiros números de Superamigos. Com pouquíssimas revistas DC, a Abril acabou desistindo da série, pois ela tinha ficado cronologicamente muito atrás dos demais personagens, e deu preferência aos super-heróis, abandonando o rico universo de fantasia da DC (do qual faziam parte ainda Ametista, Arion, Arak e outros menos conhecidos aqui no Brasil). 

O Guerreiro foi a TERCEIRA tentativa de incursão da DC no gênero da espada e feitiçaria, e a mais bem sucedida delas. Como explicado no nosso lançamento de SWORD OF SORCERY (Espada da Feitiçaria), vendo o grande sucesso de Conan, a Distinta Concorrência licenciou a segunda série de pulps mais populares do tipo na época: Fafhrd e o Gatuno Cinza. As histórias sobre dois ladrões não tão "mocinhos" estavam a frente do seu tempo para os garotos ingênuos da época e acabou cancelada após cinco edições. Então a DC resolveu copiar Conan na cara dura e lançou "Garra, o Indomável" (Claw, the Unconquered), convocando o próprio Ernie Chan para os desenhos. O personagem tinha as mesmas feições do Conan de John Buscema, só se diferenciando por uma "mão metálica" (a tal "garra"). O pior é que essa revista vendeu muito melhor que Fafhrd & Gatuno, só sendo cancelada em 1977 no meio da chamada "Implosão DC", onde tudo que vendesse menos de 40 mil cópias foi cancelado, devido a crise financeira da editora. 

Mas sabe quem sobreviveu a Implosão DC? WARLORD, o Guerreiro, lançado em 1975 nessa "Primeira Edição Especial", foi a única revista proposta nessa série de one-shots a vender bem e conseguir sua própria série, a partir de 1976. Inspirado por histórias no Centro da Terra como "O Mundo de Pellucidar", de Edgar Rice Burroughs, foi a forma que Mike Greel encontrou de colocar uma dimensão de espada e magia que ao mesmo tempo fosse contemporânea ao resto do Universo DC. Com efeito, Travis Morgan faz parte da cronologia e já se encontrou com outros personagens deste universo. 

Essa edição já havia sido lançado pelos nossos amigos do Baú da DC, utilizando parte da tradução da editora Abril e traduzindo os cortes que a editora paulista fez, e scans da revista americana antiga. Preservamos deles, a tradução e diagramação do posfácio escrito por Grell, feita pelo Tche e o Vmlaskano. A nossa versão usa como imagens recém restauradas pela própria DC em "qualidade HD", e para honrar as imagens, fizemos uma nova tradução e novo letramento. Esperamos que curtam esse trabalho e tenham todos um feliz 2026. Até ano que vem!


quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Four Color 29 - Carl Barks cria seu primeiro clássico com o Pato Donald!

 



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Então é natal, e o que você fez? Infelizmente a correria está grande por esses tempos, então vários projetos ainda estão inconclusos. Mas pra não deixar vocês por tanto tempo sem postagens, vai mais uma "Four Color", uma das revistas em quadrinhos mais vendidas na Era de Ouro dos Quadrinhos, com lançamento quase semanal, sempre trazendo personagens diferentes, entre eles, justamente os tão populares astros da Disney. 

Depois de Four Color # 9 (já publicada aqui), Carl Barks passou a fazer histórias do Pato Donald em "Walt Disney's Comics and Stories" (uma revista mais complicada de fazer, porque são só 10 páginas de Donald e muitos contos em prosa). Enquanto o material da Disney em Four Color em geral a Editora Abril publicou na íntegra, na Walt Disney's Comics and Stories há muitos "buracos" de coisas que a Abril não ligava em publicar. 

Por isso vamos direto a Four Color nº 29, com a clássica história "O Anel da Múmia" (além de outras duas do Donald), que foi a primeira publicação de Carl Barks no Brasil, quando a Ebal a trouxe no número 04 de "Seleções Coloridas", em 1946. Note que o "seleções coloridas" foi a forma que a Ebal achou pra batizar uma revista que nos eua se chamava "Quatro Cores".

"Four Color" era também uma revista teste, por isso o nome do protagonista dominava a capa. Não por acaso, quando o personagem após vender bem em Four Color sucessivas vezes, ganhava sua própria revista, ela iniciava sua numeração contando os números da Four Color. Por isso a revista do Pato Donald começou no número 26, eles contavam as 25 edições anteriores de Four Color. 

Você provavelmente já conhece as histórias nessa edição. O que talvez não saiba é que originalmente esse conjunto de três histórias integrava uma mesma revista (a Abril com efeito publicou elas separadas até na coleção "O Melhor da Disney", em 2005). O que apresentamos aqui é a forma como foi publicada pela primeira vez nos EUA, em 1943, em 68 páginas, no formato maior que as revistas tinham então. Bom divertimento.