quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Arion e a Cidadela Sombria

 


Clique AQUI para baixar


Arion e Chian acabam transportados ao "Mundo Sombrio", o local que é a fonte da magia de Arion, e onde seu pai Caculha lhe deixou a "Cidadela da Magia", que pode ser a arma que Arion e seus aliados procuravam para derrotar Garn Danuth, o feiticeiro que dominou a Atlântida. No entanto, um demônio poderosíssimo domina a cidadela, e tomar ela não será fácil. Enquanto isto, Wyynde descobre um chocante segredo sobre a jovem Mara. Quadrinhos da DC que ficaram inéditos no Brasil... até hoje! 

domingo, 25 de janeiro de 2026

 


Clique AQUI para baixar


Enfim, finalmente com vocês, mais uma edição da TALES FROM THE CRYPT, a mitológica revista de horror dos anos 50 que "abalou uma nação". Devemos esse número ao Dante Viana, nosso novo colaborador, com quem esperamos fazer muitas parcerias ainda. 

Como sempre, a revista exibe alguns dos maiores artistas de quadrinhos dos anos 50: Jack Davis, Joe Orlando, Jack Kamen e Graham Ingels, dirigidos pelo roteirista Al Feldstein e capitaneados pelo grande Bill Gaines. Embora a crítica social seja aguda nas três primeiras histórias, foi a quarta, "O Boneco do Ventríloquo" que foi escolhida para ser adaptada para a TV na famosa série da HBO. Julgue você qual é sua história preferida.

Então, sem mais delongas, baixem a revista, e bom domingo. 

sábado, 17 de janeiro de 2026

Strange Adventures - A DC entra firme na Ficção Científica!

 


Clique AQUI para baixar


Eis aqui uma revista que gostaria de ter lançado ano passado para comemorar os 75 anos de lançamento da STRANGE ADVENTURES, o mais longeva (e emblemática) revista de ficção científica da DC Comics, mas não houve tempo. E essa revista não teria vindo a luz se não fosse o SPITFIRE, que animado pelas novas tecnologias de inteligência artificial, topou usar ela para traduzir e diagramar essa edição. Embora possa ser controverso o uso de IA para traduzir quadrinhos, o fato é que do modo artesanal (o qual eu continuarei privilegiando na maioria dos lançamentos) é bastante lento e demorado, e existe muita coisa boa fora do alcance de leitores que não dominam ou não gostam de ler em inglês. Com a IA podemos agilizar o lançamento de várias revistas que antes estavam apenas no sonho... Embora a IA tenha alguns problemas, uma boa revisão e retoques humanos podem ajudar, e aí que entrou a minha mão nesta edição também. Espero que vocês gostem do resultado. 

Em 1950 os super-heróis tinham saído de moda (com exceção dos três grandes, Superman, Batman e Mulher-Maravilha, que continuaram tendo suas revistas impressas pela DC) e os leitores preferiam outros gêneros, como faroeste, crime, terror, guerra e ficção científica! Foi aí que o editor Julius Schwartz, que trabalhava para a DC há poucos anos, pôde realizar seu projeto dos sonhos. Antes da DC ele tinha sido agente de escritores de ficção científica e vendia os contos deles para as famosas revistas pulp do período. Então ele tinha contato com vários desses autores, podendo negociar que suas histórias fossem adaptadas para os quadrinhos e até convencendo alguns - como Edmund Hamilton - a se transformarem em roteiristas de novas histórias em quadrinhos. Embora Gardner Fox seja um escritor muito associado aos super-heróis da Era de Ouro e Prata da DC, ele também era muito mais eminente nas revistas pulp de ficção científica, sua verdadeira praia - e aqui ele brilha bastante em "O Segundo Dilúvio", história digna de filme. 

STRANGE ADVENTURES foi um grande sucesso, e logo a DC lançou outras revistas na esteira, notadamente Mystery in Space e Tales of the Unexpected. Strange Adventures durou 244 edições, sendo cancelada apenas no final dos anos 60, quando quadrinhos de ficção científica não estavam vendendo mais - com efeito, suas últimas edições tinha se tornado uma revista de histórias sobrenaturais, e lançara a série do herói morto Desafiador. Também debutaram nas suas páginas heróis como Homem-Animal, Capitão Cometa e Cavaleiros Atômicos, entre outros. Aqui está sua primeira edição, na fase de ouro da revista, quando era uma antologia de histórias em quadrinhos de ficção científica, com todas as suas 52 páginas, na íntegra. Bom divertimento. 

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Tales of the Zombie 01 - agora com os textos também em português!

 


Clique AQUI para baixar


Algo que estava "devendo" pra vocês, da mesma forma que já relançamos aqui as outras primeiras eidções das revistas magazine de terror da Marvel nos anos 70... Faltava ainda Tales of the Zombie ("Os Contos do Zumbi!").

Essa é a mesma revista produzida pelo pessoal da Era Marvel, todas as hqs que eles traduziram e diagramaram. A única alteração foi traduzir o artigo e o editorial para o português, assim como as páginas de introdução das histórias, que eram fotografias de filmes com diálogos jococos - uma vez que nas outras revistas elas estavam traduzidas, para manter o padrão, precisavam ser traduzidas aqui também. Também traduzi as páginas de propagandas sobre outras revistas Marvel... As únicas páginas agora deixadas em inglês são de produtos alheios. 

Enfim, fiquem com mais este legítimo "documento de época" na íntegra, e bom divertimento! 

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

1ª Edição Especial - Comemorando os 50 Anos do Guerreiro!

 


Clique AQUI para baixar


Ufa! Conseguimos aproveitar a folguinha de fim de ano para terminar um dos nossos vários projetos pendentes... No caso, comemorar devidamente os 50 anos de Warlord, mais conhecido como O GUERREIRO, no Brasil!

Essa série se tornou um "cult" entre muito leitores americanos, alcançando 133 edições e seis anuais no seu primeiro volume. Houve três tentativas de relançamento, mas nada a altura do original. No Brasil também fez seus fãs. A Ebal, percebendo o sucesso nos EUA, lançou o Guerreiro em revista própria em 1981, e apesar de pular as primeiras edições, começando a partir do numero 26 (quando inicia a melhor fase da série, naquela época as editoras iam pro "tudo ou nada" para conquistar os leitores brasileiros). Infelizmente a Ebal já estava passando por problemas financeiros, e apesar do Guerreiro ser bem recebida, só durou 12 edições, pois em 1983 a Ebal perdeu os direitos de publicação da DC Comics no Brasil. Ou seja, a revista do Guerreiro não foi cancelada por falta de vendas, e sim foi cancelada assim como Superman, Batman e os outros heróis DC publicados pela editora carioca não ter mais dinheiro para pagar os direitos autorais. 

Quando a editora Abril compra os direitos de publicação da DC, eles tentaram voltar a publicar o Guerreiro, mas voltaram ao começo, as histórias que a Ebal tinha pulado. Muitos leitores ficaram deslocados, e não ajudava o herói ficar perdido entre super-heróis dentro de Heróis em Ação e os primeiros números de Superamigos. Com pouquíssimas revistas DC, a Abril acabou desistindo da série, pois ela tinha ficado cronologicamente muito atrás dos demais personagens, e deu preferência aos super-heróis, abandonando o rico universo de fantasia da DC (do qual faziam parte ainda Ametista, Arion, Arak e outros menos conhecidos aqui no Brasil). 

O Guerreiro foi a TERCEIRA tentativa de incursão da DC no gênero da espada e feitiçaria, e a mais bem sucedida delas. Como explicado no nosso lançamento de SWORD OF SORCERY (Espada da Feitiçaria), vendo o grande sucesso de Conan, a Distinta Concorrência licenciou a segunda série de pulps mais populares do tipo na época: Fafhrd e o Gatuno Cinza. As histórias sobre dois ladrões não tão "mocinhos" estavam a frente do seu tempo para os garotos ingênuos da época e acabou cancelada após cinco edições. Então a DC resolveu copiar Conan na cara dura e lançou "Garra, o Indomável" (Claw, the Unconquered), convocando o próprio Ernie Chan para os desenhos. O personagem tinha as mesmas feições do Conan de John Buscema, só se diferenciando por uma "mão metálica" (a tal "garra"). O pior é que essa revista vendeu muito melhor que Fafhrd & Gatuno, só sendo cancelada em 1977 no meio da chamada "Implosão DC", onde tudo que vendesse menos de 40 mil cópias foi cancelado, devido a crise financeira da editora. 

Mas sabe quem sobreviveu a Implosão DC? WARLORD, o Guerreiro, lançado em 1975 nessa "Primeira Edição Especial", foi a única revista proposta nessa série de one-shots a vender bem e conseguir sua própria série, a partir de 1976. Inspirado por histórias no Centro da Terra como "O Mundo de Pellucidar", de Edgar Rice Burroughs, foi a forma que Mike Greel encontrou de colocar uma dimensão de espada e magia que ao mesmo tempo fosse contemporânea ao resto do Universo DC. Com efeito, Travis Morgan faz parte da cronologia e já se encontrou com outros personagens deste universo. 

Essa edição já havia sido lançado pelos nossos amigos do Baú da DC, utilizando parte da tradução da editora Abril e traduzindo os cortes que a editora paulista fez, e scans da revista americana antiga. Preservamos deles, a tradução e diagramação do posfácio escrito por Grell, feita pelo Tche e o Vmlaskano. A nossa versão usa como imagens recém restauradas pela própria DC em "qualidade HD", e para honrar as imagens, fizemos uma nova tradução e novo letramento. Esperamos que curtam esse trabalho e tenham todos um feliz 2026. Até ano que vem!


quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Four Color 29 - Carl Barks cria seu primeiro clássico com o Pato Donald!

 



Clique AQUI para baixar


Então é natal, e o que você fez? Infelizmente a correria está grande por esses tempos, então vários projetos ainda estão inconclusos. Mas pra não deixar vocês por tanto tempo sem postagens, vai mais uma "Four Color", uma das revistas em quadrinhos mais vendidas na Era de Ouro dos Quadrinhos, com lançamento quase semanal, sempre trazendo personagens diferentes, entre eles, justamente os tão populares astros da Disney. 

Depois de Four Color # 9 (já publicada aqui), Carl Barks passou a fazer histórias do Pato Donald em "Walt Disney's Comics and Stories" (uma revista mais complicada de fazer, porque são só 10 páginas de Donald e muitos contos em prosa). Enquanto o material da Disney em Four Color em geral a Editora Abril publicou na íntegra, na Walt Disney's Comics and Stories há muitos "buracos" de coisas que a Abril não ligava em publicar. 

Por isso vamos direto a Four Color nº 29, com a clássica história "O Anel da Múmia" (além de outras duas do Donald), que foi a primeira publicação de Carl Barks no Brasil, quando a Ebal a trouxe no número 04 de "Seleções Coloridas", em 1946. Note que o "seleções coloridas" foi a forma que a Ebal achou pra batizar uma revista que nos eua se chamava "Quatro Cores".

"Four Color" era também uma revista teste, por isso o nome do protagonista dominava a capa. Não por acaso, quando o personagem após vender bem em Four Color sucessivas vezes, ganhava sua própria revista, ela iniciava sua numeração contando os números da Four Color. Por isso a revista do Pato Donald começou no número 26, eles contavam as 25 edições anteriores de Four Color. 

Você provavelmente já conhece as histórias nessa edição. O que talvez não saiba é que originalmente esse conjunto de três histórias integrava uma mesma revista (a Abril com efeito publicou elas separadas até na coleção "O Melhor da Disney", em 2005). O que apresentamos aqui é a forma como foi publicada pela primeira vez nos EUA, em 1943, em 68 páginas, no formato maior que as revistas tinham então. Bom divertimento. 

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Sargento Fury 44 - A melhor fase do Comando Selvagem começa aqui!

 


Clique AQUI para baixar


Amigos leitores, após anos traduzindo a primeira revista de Nick Fury, liderando então o seu "Comando Selvagem" durante a segunda guerra mundial, chegamos no momento que eu aguardava para apresentar a vocês: quando o escritor GARY FRIEDRICH e o desenhista JOHN SEVERIN assumem a série.

Todo gibi de longa duração tem várias fases, e todo leitor cita sua fase preferida e que considera a melhor da revista: o Quarteto Fantástico de John Byrne, o Demolidor de Frank Miller, o Thor de Walt Simonson, e aí por diante. Pois a melhor fase do Sargento Fury, para os leitores americanos é esta que começa nesta edição. 

Você já deve ter visto nome de Gary Friedrich nos últimos três numeros da revista, mas nestes ele era mais responsável pelo texto, colocando palavras em histórias que estavam sendo criadas pelo próprio desenhista Dick Ayers. Ayers havia assumido a arte do Sargento Fury na edição 8, sem esquecer que foi o arte-finalista de Jack Kirby nos sete primeiros números. Em 1967 Ayers conseguiu que Stan Lee registrasse a marca "Ghost Rider", para que assim eles relançassem, como um novo personagem, uma antiga criação de Ayers no anos 40: o Cavaleiro Fantasma. O novo gibi seria lançado em base bimestral, o que permitiria a Ayers também se dedicar a outros dois gibis bimestrais de faroeste, Rawhide Kid e Kid Colt. 

Ayers assim saiu da revista do Sargento Fury tanto para cuidar de um personagem que ele mesmo criara, quanto porque Stan Lee conseguira recrutar um nome que nos anos 60 já era grande, JOHN SEVERIN, que havia ilustrado muitas das famosas histórias de guerra da EC, quanto trabalhara em títulos de guerra da DC, e pouco antes havia participado da efêmera mas brilhante BLAZING COMBAT, para a Warren Publishing. Em termos de fama como desenhista de histórias de guerra, a popularidade de Severin só ficava atrás mesmo de Joe Kubert, o criador do Sargento Rock e tantos outros personagens memoráveis.

Assim, nesta edição 44, com a estreia do desenhista novo, Gary Friedrich também assumia a condição de criar inteiramene as histórias - embora nesse número 44 tanto Stan Lee quanto seu assistente Roy Thomas tenham colaborado, devido a ser uma história "de origem", pois diferente de muitas séries da Marvel, o Sargento Fury já começara a plena carga, sem uma origem definida. Friedrich vendo essa lacuna resolveu começar "pelo começo", e já chegou "causando", mostrando por exemplo que o comando selvagem nem sempre foi essa idílica "ilha de tolerância" em plenos anos 40, com o sulista Reb Ralston até demonstrando implicância racial com o comando afro-americano Gabriel Jones. E essa é apenas a primeira alfinetada política do inquieto autor, ainda na casa dos seus primeiros vinte anos, o mais jovem escritor então na Marvel - e que estava muito mais próximo da geração dos anos 60 do que Stan ou até seu amigo Roy Thomas, que era um pouquinho mais velho. Apesar de serem grandes amigos, Thomas era mais conservador, enquanto Friedrich era mais contestador - coisa que veremos nas próximas edições.

Fury deixaria de ser apenas uma revista de ação e aventura, para também refletir questões político-sociais envolvendo a guerra, seu contexto, e a sociedade dos anos 40. Estávamos já em 1967, e a juventude americana estava começando a ver a Guerra do Vietnã como um problema, não uma solução. Como um gibi de heróis de guerra poderia sobreviver nesse contexto onde o exército americano iria sofrer sua mais baixa popularidade em décadas? A revista do Sargento Fury tinha que mudar, tinha que ser mais madura, menos juvenil. E o jovem Friedrich foi a pessoa certa para esse trabalho.

Essa primeira edição da dupla ainda remete muito as edições passadas - bastante texto, diálogos espirituosos, uma típica missão heróica (embora seja a primeira missão) dos nossos soldados, com a dupla de escritor e desenhita reconhecendo o terreno por onde pisariam - no entanto já reparem que eles atiram muito mais do que "batem", e fica bem claro que na guerra era matar ou morrer. A "revolução" de fato começaria na próxima edição. Mas eis aqui um bom começo não só para uma nova fase, mas também para quem não gostava do sargento Fury até agora.

SE VOCÊ HAVIA DEIXADO DE LER ESSA REVISTA, se não gostava desse tipo de história, eu sugiro que nos acompanhe a partir de agora. A "pegada" agora será outra, tanto nas histórias quanto nos desenhos.  A MELHOR FASE DO SARGENTO FURY SÓ ESTÁ COMEÇANDO, e o melhor está por vir. Bom divertimento. 

domingo, 2 de novembro de 2025

Flash v2 008 - Névoa Púrpura (versão remasterizada!)

 



Clique AQUI para baixar


Continuando nosso relançamento de edições REMASTERIZADAS (com traduções completas e imagens completamente restauradas pela própria DC) das primeiras histórias de Wally West como o FLASH, com vocês o primeiro encontro do herói contra os velocistas da Trindade Azul! Tudo isso em meio a saga "Milêno", onde Wally terá que encarar uma chocante revelação sobre seu pai, que mudará a dinâmica da sua família (e da sua vida!)  para sempre!

Momentos dramáticos que definiram o mais popular dos velocistas. Para ser lido com saga de Superman, saga do Batman, Liga da Justiça Internacional, Esquadrão Suicida de John Ostrander e a Mulher-Maravilha de George Perez... afinal tudo isso é da mesma época! (só não sabemos ainda porque a Panini não republica isso - mas não tem problema, estamos aqui pra preencher essa lacuna). 

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Halloween com mais uma edição da EERIE!

 


Clique AQUI para baixar


Dia de Halloween, e não poderíamos de deixar de contemplar nossos leitores com nosso tradicional lançamento de horror! 

EERIE nº 14, com data de capa de abril de 1968, traz algumas das melhores histórias já publicadas na sua revista-irmã, a Creepy, todas escritas com maestria por Archie Goodwin, que chamaram atenção suficiente para Stan Lee logo surrupiá-lo para a Marvel!

A revista já abre com "Abdução", do gênio ALEX TOTH, fazendo o tipo de diagramação que ninguém fazia antes dele, e que se você já viu em muito gibi, saiba que foi porque os desenhistas seguintes aprenderam com Toth! 

No entanto quem domina essa edição é mesmo o desenhista Angelo Torres, um craque subestimado dos quadrinhos. Com um traço naturalista e ótimo ritmo narrativo, Torres era um dos profissionais mais confiáveis com prazos da Warren Publishing, sempre entregando um ótimo trabalho. Neste número há três histórias de sua parceria com Goodwin: "Caça ao Vampiro", "Sucesso Visceral" e "Sepultura Prematura".

Em seguida temos o "mestre" das atmosferas vitorianas, Reed Crandall, cujo traço sempre nos transporta imediatamente ao século XIX, nem precisa informar a época. "A Maldição da Lua Cheia" é um dos clássicos mais lembrados da primeira fase da Creepy. A revista encerra com "Sangue e Orquídeas", com traço de All McWilians, que não é o Al Williamson, mas poderia ser um "primo pobre", pois se nota certa influência. Quem nunca leu não imagina quem seja o verdadero "vampiro" dessa situação!

Essa revista é fruto de uma época que a Warren andava mal, e seu editor começou a reimprimir histórias. Haja visto que mutos jovens perderam os primeiros números da Creepy, o material sempre era inédito para alguém na época. Talvez não seja inédito para você, pois estamos publicando a Warren na exata ordem de lançamento, mas como faz tempo, quem sabe você já se esqueceu dessas histórias, então que tal relembrá-las nessa nova compilação? Bom divertimento. 


sábado, 25 de outubro de 2025

WEIRD SCIENCE - O gibi cult que conquistou grandes cineastas americanos!

 


Clique AQUI para baixar


Este ano mais uma revista que completa 75 anos é a WEIRD SCIENCE, que embora no Brasil não seja tão reconhecida, nos EUA já foi uma marca famosa... sabe o filme "Mulher Nota Mil"? O título original desse filme em inglês é justamente... WEIRD SCIENCE! Ele de fato é inspirado numa história da revista, "Made of the Future", publicada no número 05. Esse filme inclusive virou uma série de TV, também chamada "Weird Science" na tv americana. No Brasil mudaram o nome do filme e da série porque a revista nunca foi muito conhecida, já que a dúzia de histórias dela que foram publicadas no nosso país saíram em revistas ou encadernados com outros nomes. 

Algumas histórias de Weird Science também foram adaptadas para a efêmera série de TV da HBO (no rastro do sucesso da série de TV "Contos da Cripta") chamada "Perversions of Science", que traziam adaptações de hqs da EC publicadas nas suas revistas de ficção científica, Weird Science e Weird Fantasy. Um dos contos que apresentamos nessa edição, inclusive, "Sonho Ruim", foi justamente a a história escolhida para abrir esta série de TV, com direção de Walter Hill (do filme "Warriors - Guerreiros da noite", e roteiro de David S. Goyer, o colaborador de Christopher Nolan na sua trilogia do Batman. 

Embora a data de capa seja "julho-agosto" (e no expediente original estava "maio-junho"), a revista saiu mesmo em 07 de fevereiro de 1950, substituindo a revista Saddle Romances a partir do seu número 12. Decidimos renumerar a revista para seu verdadeiro número, o 01, porque a própria EC assim o fez quando após 4 edições, no que era pra ser o número "16", a revista saiu como número 5 e assim seguiu a partir daí - ocasionando dois números 12, 13, 14 e 15. Pra evitar essa confusão no futuro, quando lançarmos as verdadeiros números 12 a 15, já adotamos a numeração correta desde o começo. A EC, assim como as outras editoras do período, fazia essa gambiarra por conta de registro de postagem, e a partir do momento que o título estivesse estabelecido, poderia-se ou não adotar a numeração correta. 

Apesar das revistas de terror da EC serem bem mais famosas, muita gente boa considera que as revistas de ficção científica (e de guerra e suspense) é que traziam as melhores histórias, de valor até literário, o que não é exagerado, já que algumas histórias eram plagiadas ou oficialmente adaptadas de contos de ficção científica - como na história de abertura de nossa primeira edição, "Perdido no Microcosmo", baseada no conto "He Who Shrank", de Henry Hasse - e não no livro que virou o filme "The Incredible Shrinking Man" (O Incrível Homem que Encolheu), de Richard Mateson, que aliás, só sairam DEPOIS dessa revista, em 1956 (o livro) e 1957 (o filme). A adaptação que você vai ler foi desenhada por ninguém menos que Harvey Kurtzman. 

A origem dessa revista está no vício de Bill Gaines por histórias de ficção científica. Ele cresceu lendo as pulp magazines e livros onde eram publicadas esse tipo de história, e como sofria de insônia costumava ler muito a noite. Quando chegava na redação, ele dava ideias para seu editor Al Feldstein justamente baseadas ou nessas histórias ou em conceitos que podem ter vindo dessa inspiração. Gaines tinha tal apreço por ficção científica que persistiu publicando Weird Science e Weird Fantasy mesmo que elas fossem as duas revistas menos vendidas da EC, e as séries também eram as favoritas de dois dos mais famosos desenhistas da casa, Wally Wood e Al Williamson, que preferiam trabalhar nas revistas de ficção científica da EC do que em qualquer outra. Não é a toa que já nessa primeira edição você já encontra uma história desenhada pelo mitológico Wood ("Sonho Ruim").

Publicar essas revistas "desde o começo" sempre nos coloca diante de um desafio, porque sabemos que a EC começou mais ou menos no padrão das editoras da época, e foi crescendo aos poucos, até chegar no nível de qualidade que lhe seria lendário. Podemos notar que das quatro histórias desta primeira edição, três poderiam ser publicadas facilmente nas suas coletâneas de horror, e talvez tenham sido originalmente produzidas para elas, até Gaines se decidir finalmente por lançar revistas de ficção científica. No entanto, a ficção científica de Gaines logo evoluiria para algo diferente da concorrência, largando o conceito de "monstro da semana", pra explorar crítica social e reflexões éticas e morais, sendo suas publicações de FC talvez os únicos gibis de ficção "sérios", enquanto as outras editoras focavam em aventuras de Space Opera. 

Mas isso você vai ver no decorrer das próximas edições. Aqui está um começo modesto, ainda embrionário, do que se tornaria uma das mais cults revistas em quadrinhos americanas, não por acaso uma das preferidas de George Lucas, que não por acaso assinou o prefácio do encadernado de onde retiramos essa edição. Bom divertimento.